A Prática Cotidiana das
Vivências e Experiências
Reais, Racionais e Conscientes
da Existência Humana
Ter consciência do que se é e do que se tem e agir em função dessa realidade, eis o caminho da felicidade humana aqui e agora no tempo e na eternidade.
Conscientes somos mais felizes, vivemos melhor, nos respeitamos mais uns aos outros, somos mais responsáveis por nossos atos, nos comprometemos bem com nossos afazeres cotidianos, assumimos mais seriamente a vida e suas conseqüências sociais, políticas, econômicas e culturais, abraçamos com mais força, energia e alegria o nosso dia a dia cheio de outras, novas e diferentes possibilidades vocacionais e profissionais, abarcamos mais e melhor o que é bom e nos faz bem, o que contribui para a nossa paz interior, o que nos ordena mentalmente, disciplina racionalmente e organiza em termos de conteúdos de qualidade os conhecimentos até então adquiridos.
Parece que o processo de conscientização da realidade é um movimento constante e progressivo de descoberta de si mesmo e dos outros, de olhar diversamente a experiência diária onde fazemos os nossos trabalhos, exercitamos as nossas atividades, nos esforçamos por uma vivência maior e melhor e nos empenhamos em construir – e não destruir – um mundo, uma sociedade e uma humanidade mais ordeira e pacífica, de bem com a vida, mais fraterna e solidária, mais livre e feliz, todos conscientes de suas responsabilidades uns em relação aos outros, o que nos leva a lutar incansavelmente, com otimismo e positivismo, por condições de saúde e trabalho, vida e educação melhor para todos e cada um dos que vivem e convivem nesta sociedade humana a que pertencemos neste mundo em que vivemos.
Na verdade, o ambiente de rádio e televisão, telefone celular, computador e internet, ao mesmo tempo em que nossas relações atingem a rua, o trabalho e a família, a escola e o hospital, o jornaleiro e a farmácia, o botequim e a padaria, o supermercado e o shopping, o restaurante e a pastelaria, tudo isso, enfim, nos proporciona uma vida consciente regrada pelo bom juízo e o bom senso de nossas atitudes, pelo equilíbrio da mente e das emoções, pelo autocontrole que exercemos sobre nós mesmos e pelo domínio de si, configurando então em nós, de nós e para nós, uma existência cuja felicidade é a consciência de nossos deveres e obrigações, a consciência de nossos desejos, direitos e necessidades, a consciência de fazer sempre tudo direito e com a grande alegria que é estar na presença de Deus aqui na realidade atual da história das comunidades humanas.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Sombra, pó e cinza
Sombra, pó e cinza
Se uma verdade verdadeira existe na realidade humana é a de que diante de Deus não somos nada, somos apenas a sombra que passa, o vento que se vai, a folha levada pelo ar, o pó da terra e a cinza dos mortos.
Somos a poeira dos móveis, o lixo dos garis, a fossa de uma noite sem sentido, o fundo do poço de um dia de trevas, a escuridão da morte, o espaço das coisas escuras e o tempo de um velório de cemitério.
Vivemos, mas só as boas obras e as grandes virtudes nos levarão ao céu da eternidade, a um plano elevado espiritual, a um estado de gigantescas alturas acima dos montes mais altos dos séculos infinitos.
Perante o Senhor, não há grande nem pequeno, nem poderoso ou marginal, nem pobre nem rico, nem miúdo ou graúdo, nem doente ou saudável, nem burro nem inteligente, nem sábio ou ignorante.
Em Deus, somos todos iguais.
Os bons e justos herdarão a vida em plenitude.
Os maus e violentos possuirão os abismos dos infernos.
Por isso, nessa vida, ame a Deus, respeite as pessoas, seja responsável por seus atos, seja uma pessoa direita, abrace a verdade e a transparência, seja virtuoso, autêntico, faça o bem a todos e viva em paz uns com os outros, mantenha sempre o equilíbrio mental e emocional, tenha bom-senso nas coisas e em suas atitudes e atividades, use o bom juizo para construir uma boa realidade cotidiana, seja otimista, alegre, sorria sempre, seja contente e feliz, se comprometa com a liberdade, a saúde da sua família e o bem-estar da sua comunidade, seja fraterno e solidário com todos e cada um.
Viver assim é ganhar o paraiso na eternidade.
O contrário disso é o lixo da alma e a fossa do espírito, o inferno da mente e a baixaria do corpo.
Por isso, seja inteligente.
Seja amigo de Deus.
O Resto é consequência.
Seja bom e faça o bem sempre.
Esse é o segredo da vida e o sucesso da existência.
E Deus o abençoará.
Se uma verdade verdadeira existe na realidade humana é a de que diante de Deus não somos nada, somos apenas a sombra que passa, o vento que se vai, a folha levada pelo ar, o pó da terra e a cinza dos mortos.
Somos a poeira dos móveis, o lixo dos garis, a fossa de uma noite sem sentido, o fundo do poço de um dia de trevas, a escuridão da morte, o espaço das coisas escuras e o tempo de um velório de cemitério.
Vivemos, mas só as boas obras e as grandes virtudes nos levarão ao céu da eternidade, a um plano elevado espiritual, a um estado de gigantescas alturas acima dos montes mais altos dos séculos infinitos.
Perante o Senhor, não há grande nem pequeno, nem poderoso ou marginal, nem pobre nem rico, nem miúdo ou graúdo, nem doente ou saudável, nem burro nem inteligente, nem sábio ou ignorante.
Em Deus, somos todos iguais.
Os bons e justos herdarão a vida em plenitude.
Os maus e violentos possuirão os abismos dos infernos.
Por isso, nessa vida, ame a Deus, respeite as pessoas, seja responsável por seus atos, seja uma pessoa direita, abrace a verdade e a transparência, seja virtuoso, autêntico, faça o bem a todos e viva em paz uns com os outros, mantenha sempre o equilíbrio mental e emocional, tenha bom-senso nas coisas e em suas atitudes e atividades, use o bom juizo para construir uma boa realidade cotidiana, seja otimista, alegre, sorria sempre, seja contente e feliz, se comprometa com a liberdade, a saúde da sua família e o bem-estar da sua comunidade, seja fraterno e solidário com todos e cada um.
Viver assim é ganhar o paraiso na eternidade.
O contrário disso é o lixo da alma e a fossa do espírito, o inferno da mente e a baixaria do corpo.
Por isso, seja inteligente.
Seja amigo de Deus.
O Resto é consequência.
Seja bom e faça o bem sempre.
Esse é o segredo da vida e o sucesso da existência.
E Deus o abençoará.
terça-feira, 5 de abril de 2011
A Lógica do Concreto
A Consciência Real
e a Lógica do Concreto
Existe uma racionalidade na realidade ?
Ocorre, no fluxo dos acontecimentos reais, atuais e históricos, uma inteligência interna, inerente à complexidade dos fatos concretos e cotidianos ?
Há uma mentalidade prática, imersa no dia a dia dos fenômenos sociais, políticos e econômicos, reveladores de uma razão experimental, uma consciência real, uma mente concreta ?
Acontece de fato dentro e fora das ocorrências materiais e espirituais da vida humana, natural e cultural, uma atividade cerebral, entrínseca a essa realidade, condicionadora das vivências diárias, das ocorrências cotidianas e dos exercícios mentais, corporais e espirituais das atividades humanas, no interior de sua história tradicional e contemporânea ?
Tal possibilidade chamamos de lógica do concreto.
Como se fosse possível à realidade da experiência cotidiana o fato de poder pensar, refletir e racionalizar seu mundo de realizações práticas e concretas, ter uma razão criadora de suas possibilidades caóticas, confusas e complicadas, todavia que refletem a insistência real de uma consciência geradora de acontecimentos históricos, fenômenos cotidianos ou ocorrências temporais e espaciais...
Essa razão inerente à realidade será a inteligência humana ?
Ou possivelmente uma racionalidade divina ?
Ou ainda uma mente espiritual, eterna e real, suprema e superior às contingências históricas e temporais da vida humana ?
Será algum princípio natural, fundamento da realidade, origem do cotidiano, raiz da história, produtor da natureza, gerador do universo ?
Realmente, a lógica do concreto é um fato real dentro e fora da história da humanidade, no interior e exterior de sua temporalidade, de sua existência eterna, além e aquém dos limites do tempo, inerente a sua espacialidade, entrínseca a sua realidade interna e externa.
Nós seres humanos estamos inseridos nessa realidade temporal e histórica, e eterna, e portanto pertencemos a essa lógica do concreto, estamos pois sujeitos aos seus condicionamentos naturais e culturais, aos seus determinismos reais e atuais, as suas definições de tempo, momento e lugar neste Planeta Terra, e além na eternidade.
Com efeito, graças a Deus, nós somos realmente lógicos e concretos.
e a Lógica do Concreto
Existe uma racionalidade na realidade ?
Ocorre, no fluxo dos acontecimentos reais, atuais e históricos, uma inteligência interna, inerente à complexidade dos fatos concretos e cotidianos ?
Há uma mentalidade prática, imersa no dia a dia dos fenômenos sociais, políticos e econômicos, reveladores de uma razão experimental, uma consciência real, uma mente concreta ?
Acontece de fato dentro e fora das ocorrências materiais e espirituais da vida humana, natural e cultural, uma atividade cerebral, entrínseca a essa realidade, condicionadora das vivências diárias, das ocorrências cotidianas e dos exercícios mentais, corporais e espirituais das atividades humanas, no interior de sua história tradicional e contemporânea ?
Tal possibilidade chamamos de lógica do concreto.
Como se fosse possível à realidade da experiência cotidiana o fato de poder pensar, refletir e racionalizar seu mundo de realizações práticas e concretas, ter uma razão criadora de suas possibilidades caóticas, confusas e complicadas, todavia que refletem a insistência real de uma consciência geradora de acontecimentos históricos, fenômenos cotidianos ou ocorrências temporais e espaciais...
Essa razão inerente à realidade será a inteligência humana ?
Ou possivelmente uma racionalidade divina ?
Ou ainda uma mente espiritual, eterna e real, suprema e superior às contingências históricas e temporais da vida humana ?
Será algum princípio natural, fundamento da realidade, origem do cotidiano, raiz da história, produtor da natureza, gerador do universo ?
Realmente, a lógica do concreto é um fato real dentro e fora da história da humanidade, no interior e exterior de sua temporalidade, de sua existência eterna, além e aquém dos limites do tempo, inerente a sua espacialidade, entrínseca a sua realidade interna e externa.
Nós seres humanos estamos inseridos nessa realidade temporal e histórica, e eterna, e portanto pertencemos a essa lógica do concreto, estamos pois sujeitos aos seus condicionamentos naturais e culturais, aos seus determinismos reais e atuais, as suas definições de tempo, momento e lugar neste Planeta Terra, e além na eternidade.
Com efeito, graças a Deus, nós somos realmente lógicos e concretos.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Eternidade
Eternidade
Madrugada.
No silêncio do movimento paciente...
O Dia anoitece e a noite amanhece.
A Chuva cai, o Sol se aproxima e a Lua já foi descansar.
Alguém grita no meio do barulho do silêncio da madrugada.
É um grito de paz. É um bem que se faz.
É um amor que se pratica. É uma vida que se vive.
É uma luz que ilumina a todos e a cada um.
É uma justiça que se pratica.
É um direito que se abraça..
É uma verdade que se beija.
Alguém se chama Deus, o Senhor.
Madrugada.
No silêncio do movimento paciente...
O Dia anoitece e a noite amanhece.
A Chuva cai, o Sol se aproxima e a Lua já foi descansar.
Alguém grita no meio do barulho do silêncio da madrugada.
É um grito de paz. É um bem que se faz.
É um amor que se pratica. É uma vida que se vive.
É uma luz que ilumina a todos e a cada um.
É uma justiça que se pratica.
É um direito que se abraça..
É uma verdade que se beija.
Alguém se chama Deus, o Senhor.
terça-feira, 22 de março de 2011
A Cultura do Descartável
A Cultura do Descartável
Em nossos tempos atuais, assistimos cotidianamente ao império de uma filosofia de vida cujo centro de atenções é o que é útil, agradável e interesseiro; à predominância de uma mentalidade onde o que é mais importante é a rapidez dos negócios, a velocidade das informações e a aceleração de atitudes e comportamentos; ao privilégio de uma cultura tipicamente descartável em que o que existe aqui e agora já não existirá amanhã ou em outro momento e lugar.
Então, o que vale é o instante, a situação momentânea, as circunstâncias aparentes e contingentes, a instabilidade do que é transitório e provisório, deixando-se de lado total ou parcialmente os valores permanentes, a constância das ações éticas e espirituais, a estabilidade dos trabalhos, o equilíbrio da mente e das emoções, o controle da consciência e o domínio de si mesmo.
É a cultura do descartável.
Na política, os deputados e senadores mudam de partido a todo instante caracterizando a chamada infidelidade partidária.
Na economia, o intercâmbio de capitais valoriza o dinheiro mais forte, aquele que tem mais poder, o que configura maior influência social, desprezando os baixos salários, o desemprego e as más condições do exercício do trabalho.
No casamento, passando pelo namoro e a paquera até chegar ao noivado, prevalece a mulher descartável, que o homem hoje arranja na rua e no dia seguinte está dentro de casa. E, dali a um mês, ambos já se encontram separados, partindo pois para novas uniões e novas separações, cada qual defendendo seus próprios interesses e privilégios, e garantindo o melhor lugar no mercado de amores e desejos, paixões e traições.
Nas Universidades, nas escolas de ensino médio e no ensino fundamental prioriza-se a didática da velocidade onde o tempo de ensino é dinheiro e a economia do conhecimento é a palavra mais forte na hora das avaliações dos alunos e alunas, sem falar nos testes de curto alcance e no baixo repertório de conteúdo proporcionado pelas provas presenciais e online, dentro e fora da sala de aula, nas pesquisas rotineiras e nos debates em que há mais gritaria do que raciocínio ou argumentação de idéias.
Na área de saúde, os médicos e enfermeiros e quase todos os agentes sanitários preferem vez ou outra o mercado da doença, o lucro que os remédios podem propiciar, o crédito oferecido pelos planos de saúde, a sua carreira profissional e a qualidade dos salários que podem usufruir, negligenciando o lado humanitário da enfermidade, a consideração que se deve possuir em relação ao doente ou paciente, o conteúdo de conhecimentos que a ciência, a tecnologia e a medicina em geral oferecem diante de tantas pragas e vírus, bactérias e moléstias as mais diversas e contraditórias, as condições ambientais dos hospitais, emergências e clínicas de saúde e ambulatórios, ignorando-se inclusive a prevenção profilática em nome de paliativos que não resolvem nem atingem a raiz dos problemas.
No campo da tecnologia, observa-se o constante troca-troca de telefones celulares, rádios e televisões, assim como a mudança permanente de automóveis novos e usados ou a compra e venda de imóveis, casas e apartamentos com uma rapidez e ousadia que nos impressiona e nos deixa surpresos.
No trânsito das cidades, ou até mesmo na aparente tranqüilidade dos campos e meios rurais, nota-se a urgência de atitudes, a emergência de comportamentos, a “falta de tempo” das pessoas, o descontrole dos horários e a falta de alternativas diante da hora curta e do pouco espaço de tempo e lugar, o desequilíbrio do tráfego com engarrafamentos e congestionamentos, acidentes de carros ou atropelamentos, a “hora do rush” quando tudo fica parado, trancado e engarrafado no vai e vem de ônibus, trens e barcas, autos e metrôs, navios e aviões.
Nas ruas e avenidas das Cidades, as pessoas não se olham mais, há uma correria exagerada para fazer as coisas, falta diálogo nas empresas e escritórios, os namorados esquecem-se até de beijar na hora da despedida, os transeuntes andam apressados superando o tempo escasso e o ambiente alienante e alienado onde se acham naquele momento.
Enfim, a cultura do descartável na mente das pessoas faz todos correrem, serem velozes e acelerados, driblando a disciplina necessária na hora dos compromissos ou ignorando a responsabilidade diante da indispensável maneira de assumir as coisas, os trabalhos e as tarefas do dia a dia.
Também no esporte – o comércio dos jogadores e atletas nacionais e internacionais – como na arte e na filosofia sobressaem a mentalidade de quem produz conteúdos descartáveis e o ambiente de negócios desqualificados, incompetentes e sem a transparência ética devida perante o mercado do que é útil e rápido, incoerente e instável, inconstante e veloz.
Sim, hoje o mundo é descartável.
Nesse universo, reinam os espertos e caem as pessoas direitas e de respeito.
Imperam os malandros.
Em nossos tempos atuais, assistimos cotidianamente ao império de uma filosofia de vida cujo centro de atenções é o que é útil, agradável e interesseiro; à predominância de uma mentalidade onde o que é mais importante é a rapidez dos negócios, a velocidade das informações e a aceleração de atitudes e comportamentos; ao privilégio de uma cultura tipicamente descartável em que o que existe aqui e agora já não existirá amanhã ou em outro momento e lugar.
Então, o que vale é o instante, a situação momentânea, as circunstâncias aparentes e contingentes, a instabilidade do que é transitório e provisório, deixando-se de lado total ou parcialmente os valores permanentes, a constância das ações éticas e espirituais, a estabilidade dos trabalhos, o equilíbrio da mente e das emoções, o controle da consciência e o domínio de si mesmo.
É a cultura do descartável.
Na política, os deputados e senadores mudam de partido a todo instante caracterizando a chamada infidelidade partidária.
Na economia, o intercâmbio de capitais valoriza o dinheiro mais forte, aquele que tem mais poder, o que configura maior influência social, desprezando os baixos salários, o desemprego e as más condições do exercício do trabalho.
No casamento, passando pelo namoro e a paquera até chegar ao noivado, prevalece a mulher descartável, que o homem hoje arranja na rua e no dia seguinte está dentro de casa. E, dali a um mês, ambos já se encontram separados, partindo pois para novas uniões e novas separações, cada qual defendendo seus próprios interesses e privilégios, e garantindo o melhor lugar no mercado de amores e desejos, paixões e traições.
Nas Universidades, nas escolas de ensino médio e no ensino fundamental prioriza-se a didática da velocidade onde o tempo de ensino é dinheiro e a economia do conhecimento é a palavra mais forte na hora das avaliações dos alunos e alunas, sem falar nos testes de curto alcance e no baixo repertório de conteúdo proporcionado pelas provas presenciais e online, dentro e fora da sala de aula, nas pesquisas rotineiras e nos debates em que há mais gritaria do que raciocínio ou argumentação de idéias.
Na área de saúde, os médicos e enfermeiros e quase todos os agentes sanitários preferem vez ou outra o mercado da doença, o lucro que os remédios podem propiciar, o crédito oferecido pelos planos de saúde, a sua carreira profissional e a qualidade dos salários que podem usufruir, negligenciando o lado humanitário da enfermidade, a consideração que se deve possuir em relação ao doente ou paciente, o conteúdo de conhecimentos que a ciência, a tecnologia e a medicina em geral oferecem diante de tantas pragas e vírus, bactérias e moléstias as mais diversas e contraditórias, as condições ambientais dos hospitais, emergências e clínicas de saúde e ambulatórios, ignorando-se inclusive a prevenção profilática em nome de paliativos que não resolvem nem atingem a raiz dos problemas.
No campo da tecnologia, observa-se o constante troca-troca de telefones celulares, rádios e televisões, assim como a mudança permanente de automóveis novos e usados ou a compra e venda de imóveis, casas e apartamentos com uma rapidez e ousadia que nos impressiona e nos deixa surpresos.
No trânsito das cidades, ou até mesmo na aparente tranqüilidade dos campos e meios rurais, nota-se a urgência de atitudes, a emergência de comportamentos, a “falta de tempo” das pessoas, o descontrole dos horários e a falta de alternativas diante da hora curta e do pouco espaço de tempo e lugar, o desequilíbrio do tráfego com engarrafamentos e congestionamentos, acidentes de carros ou atropelamentos, a “hora do rush” quando tudo fica parado, trancado e engarrafado no vai e vem de ônibus, trens e barcas, autos e metrôs, navios e aviões.
Nas ruas e avenidas das Cidades, as pessoas não se olham mais, há uma correria exagerada para fazer as coisas, falta diálogo nas empresas e escritórios, os namorados esquecem-se até de beijar na hora da despedida, os transeuntes andam apressados superando o tempo escasso e o ambiente alienante e alienado onde se acham naquele momento.
Enfim, a cultura do descartável na mente das pessoas faz todos correrem, serem velozes e acelerados, driblando a disciplina necessária na hora dos compromissos ou ignorando a responsabilidade diante da indispensável maneira de assumir as coisas, os trabalhos e as tarefas do dia a dia.
Também no esporte – o comércio dos jogadores e atletas nacionais e internacionais – como na arte e na filosofia sobressaem a mentalidade de quem produz conteúdos descartáveis e o ambiente de negócios desqualificados, incompetentes e sem a transparência ética devida perante o mercado do que é útil e rápido, incoerente e instável, inconstante e veloz.
Sim, hoje o mundo é descartável.
Nesse universo, reinam os espertos e caem as pessoas direitas e de respeito.
Imperam os malandros.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Mulheres que sofrem violência
Mulheres Violentadas
A Violência contra a Mulher
Ao ser violentada sexualmente por seu parceiro de cama, na agressividade e maltratos do marido dentro de casa, na exclusão social do morro e da favela, na humilhação do emprego e no rebaixamento de cargo ou função no trabalho, no desprezo dentro da igreja e ao ser ignorada pela moral e a religião, ao ser ofendida nos seus direitos e marginalizada na sua luta por uma vida melhor, ao ser explorada como prostituta e manipulada pela pornografia pública e privada, ao ser monopólio da corrupção sexual que a comercializa para o estrangeiro, ao ser desrespeitada pelos homens e por suas próprias colegas de vocação e profissão, no desvio de sua feminilidade e na aberração do modo homossexualista de viver, ao se tornar negócio de valor e mercadoria que dá créditos aos consumidores, ao perder a sua dignidade humana diante da maldade de seus machos e da violência de seus homens, na instabilidade da existência familiar, na inconsistência da sua vida política e na falta de apoio no seu lado profissional de viver, ao se transformar em objeto de desejo e coisa de prazer, ao sofrer as contradições psicológicas e ideológicas da sociedade, ao padecer doente em uma cama diante da indiferença dos médicos e da insensibilidade dos enfermeiros, na sua idade mais avançada quando carece por ser idosa do carinho e atenção de seus filhos e netos, na pessoa de uma mãe irreconhecível por parte do pai de família, ao receber palavrões e xingamentos de quem na verdade deveria reverenciá-la, ao se perceber inútil para a vida e sem razão de ser para a existência, no vazio de uma vida sem sentido, na solidão do isolamento e da alienação da realidade, na hora em que não tem mais identidade e autoridade junto aos seus, na tristeza da ausência de amor por parte de quem deveria valorizá-la, na agonia da dor e na angústia do sofrimento, no excesso de trabalho cujo salário é pequeno e suas condições de atividade desfavoráveis, nas contrariedades dos relacionamentos diários e nas adversidades dos comportamentos estranhos e esquisitos que é obrigada a assumir dentro e fora de seus ambientes do lar e do apartamento em que mora, nas discussões do dia a dia em que leva sempre a pior, ao se tornar insignificante para o seu companheiro de caminhada, nas agressões físicas que lhe tiram até sangue, enfim, em toda essa cultura da violência contra a mulher, deve a justiça humana defendê-la, batalhar por seus anseios e combater em favor de suas necessidades mais urgentes e emergentes.
Na justiça dos homens, que deve ser um reflexo da justiça de Deus, a mulher precisa encontrar o carinho do amor, a compreensão do namorado, o entendimento da família, a ajuda do trabalho, o remédio indispensável que cura as suas mágoas e os seus males, a religião que salva a sua vida e o poder que a liberta de toda depressão e opressão, trazendo-lhe assim liberdade para viver e existir e felicidade para sempre recomeçar e reconstruir a sua trajetória de vida.
Na justiça dos homens, a libertação da mulher.
Na justiça de Deus, a sua salvação.
A Violência contra a Mulher
Ao ser violentada sexualmente por seu parceiro de cama, na agressividade e maltratos do marido dentro de casa, na exclusão social do morro e da favela, na humilhação do emprego e no rebaixamento de cargo ou função no trabalho, no desprezo dentro da igreja e ao ser ignorada pela moral e a religião, ao ser ofendida nos seus direitos e marginalizada na sua luta por uma vida melhor, ao ser explorada como prostituta e manipulada pela pornografia pública e privada, ao ser monopólio da corrupção sexual que a comercializa para o estrangeiro, ao ser desrespeitada pelos homens e por suas próprias colegas de vocação e profissão, no desvio de sua feminilidade e na aberração do modo homossexualista de viver, ao se tornar negócio de valor e mercadoria que dá créditos aos consumidores, ao perder a sua dignidade humana diante da maldade de seus machos e da violência de seus homens, na instabilidade da existência familiar, na inconsistência da sua vida política e na falta de apoio no seu lado profissional de viver, ao se transformar em objeto de desejo e coisa de prazer, ao sofrer as contradições psicológicas e ideológicas da sociedade, ao padecer doente em uma cama diante da indiferença dos médicos e da insensibilidade dos enfermeiros, na sua idade mais avançada quando carece por ser idosa do carinho e atenção de seus filhos e netos, na pessoa de uma mãe irreconhecível por parte do pai de família, ao receber palavrões e xingamentos de quem na verdade deveria reverenciá-la, ao se perceber inútil para a vida e sem razão de ser para a existência, no vazio de uma vida sem sentido, na solidão do isolamento e da alienação da realidade, na hora em que não tem mais identidade e autoridade junto aos seus, na tristeza da ausência de amor por parte de quem deveria valorizá-la, na agonia da dor e na angústia do sofrimento, no excesso de trabalho cujo salário é pequeno e suas condições de atividade desfavoráveis, nas contrariedades dos relacionamentos diários e nas adversidades dos comportamentos estranhos e esquisitos que é obrigada a assumir dentro e fora de seus ambientes do lar e do apartamento em que mora, nas discussões do dia a dia em que leva sempre a pior, ao se tornar insignificante para o seu companheiro de caminhada, nas agressões físicas que lhe tiram até sangue, enfim, em toda essa cultura da violência contra a mulher, deve a justiça humana defendê-la, batalhar por seus anseios e combater em favor de suas necessidades mais urgentes e emergentes.
Na justiça dos homens, que deve ser um reflexo da justiça de Deus, a mulher precisa encontrar o carinho do amor, a compreensão do namorado, o entendimento da família, a ajuda do trabalho, o remédio indispensável que cura as suas mágoas e os seus males, a religião que salva a sua vida e o poder que a liberta de toda depressão e opressão, trazendo-lhe assim liberdade para viver e existir e felicidade para sempre recomeçar e reconstruir a sua trajetória de vida.
Na justiça dos homens, a libertação da mulher.
Na justiça de Deus, a sua salvação.
terça-feira, 1 de março de 2011
Período Medieval
Idade Média
Período Medieval
Mil anos de História
Séc. IV d.C. – Séc. XIV d.C.
A Idade das Trevas ?
A Idade Média, na história da humanidade, não foi – como dizem alguns – a Época das Trevas, todavia o Tempo das Luzes, onde o Teocentrismo – Deus, o Centro da História - era a tendência da moda medieval, razão e fé, filosofia e teologia, buscavam uma certa interatividade, uma verdadeira conciliação entre seus espaços discursivos, seus discursos ora racionais ora fidedignos.
Basicamente , tal era a questão central desse período de luzes divinas e humanas.
Tendo em vista sustentar esses valores cristãos, a doutrina da Igreja Católica ora presente, os princípios dogmáticos e teológicos da Cristandade, surgiram então diversas EscolasTeológicas, que se diferenciavam umas das outras em termos de conteúdo, princípios e argumentação.
Em primeiro lugar, os Padres da Igreja, recém-contemporâneos das origens do Cristianismo, cujas idéias, doutrinas da época e apologias filosóficas e teológicas se encontravam bastante misturadas , não havendo então definições doutrinárias propriamente ditas, já que a primeira ocupação desses Evangelizadores e Missionários era se preocuparem com a Pastoral da Igreja, a conversão dos povos e a defesa da fé cristã, até ao ponto de seus advogados e defensores derramarem o próprio sangue por Cristo, como foi o caso dos primeiros mártires da Igreja, como São Pedro e São Paulo, São Jorge da Capadócia, São Sebastião, São Tarcísio, Santos Cosme e Damião, Santas Inês, Luzia e Cecília, e outros mártires da fé cristã.
Só mais tarde, por volta do Séc. V em diante, é que se iniciaram as primeiras definições da Doutrina Cristã da Igreja Católica Universal.
A. A Patrística de Santo Agostinho de Hipona e seus seguidores
Nessa Escola Agostiniana, os Padres da Igreja como o próprio Santo Agostinho defendiam o uso da fé e da razão , porém ainda isoladas uma da outra, a Doutrina da Graça, em que pregavam a necessidade da fé cristã na vida da sociedade humana de todos os tempos e lugares. Nas “Confissões”, Santo Agostinho mostrou muito bem como a graça divina fundamenta todas as atividades da existência humana e natural.
B. O Realismo de Santo Anselmo de Cantuária
Nessa Escola Anselmeriana, Deus poderia ser compreendido como presença real no cotidiano das pessoas, na natureza e no universo, não se admitindo a racionalização da Idéia de Deus, ou seja, Deus era real, e não compreensível pela Inteligência humana. Era um dado de fé, e não da razão.
C. A Escolástica de Santo Tomás de Aquino
Em pleno apogeu da Idade Medieval, propriamente o Séc. XIII, fundamentalmente, disse Santo Tomás que “ a razão deve compreender a fé, e a fé deve iluminar a razão”. Com esse argumento sólido, os Tomistas de então conciliaram definitivamente a fé cristã e a razão humana, como postulados interativos que poderiam realizar reciprocamente intercâmbios de ordem teológica e filosófica, dogmática e doutrinária, e conteúdos afins. Além disso, a Escola Tomista desenvolveu uma grave questão teológica, nesse período, inquietante na época, e que serviu de resposta positiva a quem ainda mantinha dúvidas e incertezas sobre a existência de Deus entre nós. Assim, os 5 argumentos Tomistas clássicos, ou as 5 vias da existência de Deus, que, na verdade, dáo margem a outros argumentos, segundo a “Suma Teológica”, a grande obra de São Tomás de Aquino, podem pois ser considerados da seguinte maneira:
1) O Primeiro Motor
Se existe movimento na realidade humana e natural, social e universal, então há um Primeiro Motor , Deus, que impulsiona e move todos os seres e todas as coisas dando-lhes mobilidade constante ou provisória.
2) O Necessário Vital
Se, na vida, ocorre a contingência das coisas, a intempérie dos acontecimentos e o lado descartável da realidade material, existe igualmente um Ser Necessário que dá vida e existência a esses fenômenos da realidade da matéria e do espírito, do corpo e da mente: Deus. Sem Ele, não existiria vida.
3) Causa Primeira
Os efeitos de nossas atividades diárias e as consequências de nosso trabalho cotidiano, possuem sempre uma causa anterior que os define naturalmente e os determina humanamente. E, ainda, a Causa das causas de tudo isso, a Causa Primeira, que chamamos Deus.
4) O Ato e a Potência
Santo Tomás outrossim articulou igualmente o argumento do Ato e da Potência, segundo o qual Deus é o Ato Puro. A passagem da potência ao ato presente e insistente nas coisas, matérias e fenômenos da realidade cotidiana, é definida por essa Força Vital ou Energia Natural cujo fundamento é o Ato Puro. Ele antecede e determina todas as coisas reais e atuais, históricas e temporais, naturais e ambientais. Ele é o responsável pela dinâmica da matéria-prima que se transforma em outras realidades físicas e materiais. Esse Agente Ativo, possibilitador desse movimento, é Deus, o Ato Puro.
5) A Beleza Divina ou a Perfeição Natural
Deus é Grande e Rico, Belo e Perfeito, o que demonstra a nossa busca pelo perfeccionismo, o desejo de fazer bem todas as coisas e realizar tudo direito, com beleza e perfeição, o que revela uma tendência própria da natureza humana criada por esse Ser Supremo e Superior. Assim, pelas criaturas, conseguimos a essência de Deus, sua existência manifestada em suas obras: a Beleza das coisas e a Perfeição dos seres, a Riqueza da Matéria e a Grandeza do Espírito.
D. A Realidade Referencial de Guilherme de Ockham
Esse religioso franciscano foi original na produção de suas idéias e conhecimentos pois “fez a barba de Aristóteles”, ou seja, criticou abertamente a lógica clássica aristotélica gerando na Ciência, Filosofia e Teologia da época uma verdadeira revolução de conteúdo ao afirmar que “qualquer ponto do universo pode ser o centro desse universo, pois a lógica do pensamento trabalha com referências e relatividades, o que confere à realidade e ao movimento das coisas e dos seres da natureza espaços que se encontram ou não a partir do referencial que cada pessoa postula para tal realidade. Guilherme na verdade produziu um novo modelo de Lógica, a Lógica das referências ou das relatividades – o real é indefinido e indeterminado -que, mais tarde, muito contagiou o Cientista moderno Einstein.
Também é importante considerar a esse respeito, uma outra argumentação acerca da existência de Deus, desenvolvida na Modernidade por um grande Cientista e Físico, Inventor da Teoria da Relatividade, Albert Einstein, de acordo com o qual Deus é a Razão do Universo, porque se o universo e a natureza existem, ou mesmo a criação natural, Alguém pensou, planejou e projetou tudo isso. Esse Pensador, esse Alguém Pensante, é Deus.
Período Medieval
Mil anos de História
Séc. IV d.C. – Séc. XIV d.C.
A Idade das Trevas ?
A Idade Média, na história da humanidade, não foi – como dizem alguns – a Época das Trevas, todavia o Tempo das Luzes, onde o Teocentrismo – Deus, o Centro da História - era a tendência da moda medieval, razão e fé, filosofia e teologia, buscavam uma certa interatividade, uma verdadeira conciliação entre seus espaços discursivos, seus discursos ora racionais ora fidedignos.
Basicamente , tal era a questão central desse período de luzes divinas e humanas.
Tendo em vista sustentar esses valores cristãos, a doutrina da Igreja Católica ora presente, os princípios dogmáticos e teológicos da Cristandade, surgiram então diversas EscolasTeológicas, que se diferenciavam umas das outras em termos de conteúdo, princípios e argumentação.
Em primeiro lugar, os Padres da Igreja, recém-contemporâneos das origens do Cristianismo, cujas idéias, doutrinas da época e apologias filosóficas e teológicas se encontravam bastante misturadas , não havendo então definições doutrinárias propriamente ditas, já que a primeira ocupação desses Evangelizadores e Missionários era se preocuparem com a Pastoral da Igreja, a conversão dos povos e a defesa da fé cristã, até ao ponto de seus advogados e defensores derramarem o próprio sangue por Cristo, como foi o caso dos primeiros mártires da Igreja, como São Pedro e São Paulo, São Jorge da Capadócia, São Sebastião, São Tarcísio, Santos Cosme e Damião, Santas Inês, Luzia e Cecília, e outros mártires da fé cristã.
Só mais tarde, por volta do Séc. V em diante, é que se iniciaram as primeiras definições da Doutrina Cristã da Igreja Católica Universal.
A. A Patrística de Santo Agostinho de Hipona e seus seguidores
Nessa Escola Agostiniana, os Padres da Igreja como o próprio Santo Agostinho defendiam o uso da fé e da razão , porém ainda isoladas uma da outra, a Doutrina da Graça, em que pregavam a necessidade da fé cristã na vida da sociedade humana de todos os tempos e lugares. Nas “Confissões”, Santo Agostinho mostrou muito bem como a graça divina fundamenta todas as atividades da existência humana e natural.
B. O Realismo de Santo Anselmo de Cantuária
Nessa Escola Anselmeriana, Deus poderia ser compreendido como presença real no cotidiano das pessoas, na natureza e no universo, não se admitindo a racionalização da Idéia de Deus, ou seja, Deus era real, e não compreensível pela Inteligência humana. Era um dado de fé, e não da razão.
C. A Escolástica de Santo Tomás de Aquino
Em pleno apogeu da Idade Medieval, propriamente o Séc. XIII, fundamentalmente, disse Santo Tomás que “ a razão deve compreender a fé, e a fé deve iluminar a razão”. Com esse argumento sólido, os Tomistas de então conciliaram definitivamente a fé cristã e a razão humana, como postulados interativos que poderiam realizar reciprocamente intercâmbios de ordem teológica e filosófica, dogmática e doutrinária, e conteúdos afins. Além disso, a Escola Tomista desenvolveu uma grave questão teológica, nesse período, inquietante na época, e que serviu de resposta positiva a quem ainda mantinha dúvidas e incertezas sobre a existência de Deus entre nós. Assim, os 5 argumentos Tomistas clássicos, ou as 5 vias da existência de Deus, que, na verdade, dáo margem a outros argumentos, segundo a “Suma Teológica”, a grande obra de São Tomás de Aquino, podem pois ser considerados da seguinte maneira:
1) O Primeiro Motor
Se existe movimento na realidade humana e natural, social e universal, então há um Primeiro Motor , Deus, que impulsiona e move todos os seres e todas as coisas dando-lhes mobilidade constante ou provisória.
2) O Necessário Vital
Se, na vida, ocorre a contingência das coisas, a intempérie dos acontecimentos e o lado descartável da realidade material, existe igualmente um Ser Necessário que dá vida e existência a esses fenômenos da realidade da matéria e do espírito, do corpo e da mente: Deus. Sem Ele, não existiria vida.
3) Causa Primeira
Os efeitos de nossas atividades diárias e as consequências de nosso trabalho cotidiano, possuem sempre uma causa anterior que os define naturalmente e os determina humanamente. E, ainda, a Causa das causas de tudo isso, a Causa Primeira, que chamamos Deus.
4) O Ato e a Potência
Santo Tomás outrossim articulou igualmente o argumento do Ato e da Potência, segundo o qual Deus é o Ato Puro. A passagem da potência ao ato presente e insistente nas coisas, matérias e fenômenos da realidade cotidiana, é definida por essa Força Vital ou Energia Natural cujo fundamento é o Ato Puro. Ele antecede e determina todas as coisas reais e atuais, históricas e temporais, naturais e ambientais. Ele é o responsável pela dinâmica da matéria-prima que se transforma em outras realidades físicas e materiais. Esse Agente Ativo, possibilitador desse movimento, é Deus, o Ato Puro.
5) A Beleza Divina ou a Perfeição Natural
Deus é Grande e Rico, Belo e Perfeito, o que demonstra a nossa busca pelo perfeccionismo, o desejo de fazer bem todas as coisas e realizar tudo direito, com beleza e perfeição, o que revela uma tendência própria da natureza humana criada por esse Ser Supremo e Superior. Assim, pelas criaturas, conseguimos a essência de Deus, sua existência manifestada em suas obras: a Beleza das coisas e a Perfeição dos seres, a Riqueza da Matéria e a Grandeza do Espírito.
D. A Realidade Referencial de Guilherme de Ockham
Esse religioso franciscano foi original na produção de suas idéias e conhecimentos pois “fez a barba de Aristóteles”, ou seja, criticou abertamente a lógica clássica aristotélica gerando na Ciência, Filosofia e Teologia da época uma verdadeira revolução de conteúdo ao afirmar que “qualquer ponto do universo pode ser o centro desse universo, pois a lógica do pensamento trabalha com referências e relatividades, o que confere à realidade e ao movimento das coisas e dos seres da natureza espaços que se encontram ou não a partir do referencial que cada pessoa postula para tal realidade. Guilherme na verdade produziu um novo modelo de Lógica, a Lógica das referências ou das relatividades – o real é indefinido e indeterminado -que, mais tarde, muito contagiou o Cientista moderno Einstein.
Também é importante considerar a esse respeito, uma outra argumentação acerca da existência de Deus, desenvolvida na Modernidade por um grande Cientista e Físico, Inventor da Teoria da Relatividade, Albert Einstein, de acordo com o qual Deus é a Razão do Universo, porque se o universo e a natureza existem, ou mesmo a criação natural, Alguém pensou, planejou e projetou tudo isso. Esse Pensador, esse Alguém Pensante, é Deus.
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