domingo, 2 de outubro de 2011

Fronteiras Racionais

As Fronteiras da Razão
Os Limites tempo-espaciais das operações mentais

A Racionalidade humana é potencialmente vocacionada a trabalhar incansavelmente até os limites de sua natureza quando se depara então com as fronteiras do conhecimento verdadeiramente possível, do pensamento definido pelo raciocínio e argumentação em função da criação de suas idéias sempre novas e sempre diferentes, da reflexão sobre si mesma e sobre a própria realidade que a cerca até o esgotamento mental de suas fadigas racionais e cansaços inteligentes, da ordem lógica e crítica de seu pensar, conhecer e discernir, e sua simultânea dialética simbólica e imaginária, tudo isso, enfim, obedecendo permanentemente às limitações temporais e espaciais da inteligibilidade humana e natural, naturalmente constituida e culturalmente desenvolvida. Como se observa, a razão humana tem limites, suas fronteiras acontecem de acordo com sua condição natural, segundo tempos e espaços definidos, limitados e determinados, que abrangem sua imanência real e atual, histórica e temporal; sua transcendentalidade interna, sujeita ao lugar da consciência em si, de si e para si; e sua própria capacidade e potencialidade de transcendência além de seu mesmo universo mental, racional e inteligente. Deste modo, urge entender e compreender quais são as medidas da racionalidade humana: sua largura imanente, seu comprimento transcendental e sua profundidade transcendente. Esses 3 modos de olhar, medir e trabalhar com a inteligência humana apresentam claramente as tendências mentais e as possibilidades racionais da natureza reflexiva, pensante, cognoscente e discernente do ser humano em geral, o que revela suas características aparentemente limitadas e substancialmente indeterminadas. Sim, realmente, os limites aparentes e as fronteiras definidas relativamente pela razão do homem e da mulher manifestam apenas seu lado transitório de operacionalidade, seus efêmeros e acidentais momentos finitos de inteligibilidade; todavia, percebe-se por outro lado o grande caráter da inteligência e sua verdadeira personalidade, ou seja, o fato real e transcendental de ser um complexo de possibilidades e um fluxo de tendências fértis, fecundas e profundas, a partir de que a racionalidade humana pode se criar, se manter e se desenvolver indefinidamente, em função de suas coordenadas indeterminadas, podendo raciocinar ilimitamente se assim o quiser, embora sujeita aos condicionamentos tempo-espaciais, como disse, de sua natureza específica.

Nenhum comentário:

Postar um comentário