segunda-feira, 16 de abril de 2012
Regra do Chico
Regra do Chico
Lei Chicana
Ame a vida
Pratique o amor
Ande na luz do conhecimento da verdade
Seja bom e faça o bem
Viva em paz uns com os outros
Pratique a justiça
Seja uma pessoa direita
Respeite para ser respeitado
Seja responsável por seus atos
Tenha juízo e use o bom-senso
Controle a sua mente
Domine-se a si mesmo
Mantenha o seu equilíbrio mental e emocional
Guarde-se, segure o seu temperamento e garanta a sua paz interior
Busque a liberdade
Procure a felicidade
Deseje sua saúde pessoal e o bem-estar dos outros
Busque o equilíbrio alimentar
Beba bastante água
Evite gorduras e açúcares
Seja você mesmo o médico de si mesmo
Crie amigos
Seja generoso, fraterno e solidário
Abra-se a novas possibilidades
Favoreça as boas tendências
Renove-se interior e exteriormente
Liberte-se de seus preconceitos e superstições
Seja realista
Mantenha a calma diante dos problemas
e a tranqüilidade na hora das decisões
Cultive o silêncio
Tenha paciência
Siga a natureza
Movimente-se sempre
Respeite as diferenças
Observe os pequenos detalhes
Valorize as pequenas coisas
Busque sempre a novidade permanente
Saia da rotina
Progrida material e espiritualmente
Evolua física e mentalmente
Cresça econômica e financeiramente
Procure emergir social, cultural e ambientalmente
Busque a sua emancipação ética e política
Use sempre a sua criatividade
Ative seus dons, talentos e carismas
Queira sempre sua satisfação vocacional e sua realização profissional
Produza boas idéias e bons conhecimentos
Use o discernimento para fazer a diferença entre as coisas
Fundamente a sua opinião
Desenvolva o seu ponto de vista pessoal
Ordene a sua mente
Discipline a sua razão
Organize os seus conhecimentos
Seja transparente em suas atitudes
Supere os seus limites sempre que possível
Ultrapasse as suas barreiras psicológicas e ideológicas
Transcenda os seus obstáculos mentais, corporais e espirituais
Namore e paquere sempre que puder
Ame sua mãe, seu pai e sua família
Procure sempre construir e jamais destruir
Seja otimista
Pense sempre positivamente
Aumente o seu astral
Eleve a sua auto-estima
Aprecie as coisas boas que a vida tem
Ajude os pobres e menos favorecidos
Brinque e sorria sempre como as crianças
Entusiasme-se como os jovens
Ame as mulheres
Aprenda com a sabedoria e a experiência dos mais velhos
Seja consciente de seus deveres e obrigações, compromissos e responsabilidades
Lute por seus direitos
Defenda seus desejos e necessidades
Trabalhe com alegria
Faça bem todas as coisas
Oriente-se pelas boas virtudes que você pratica
Siga os bons valores da sua consciência
Faça das suas vivências a experiência mais fundamental da realidade
Alegre os tristes
Anime os desanimados
Motive os deprimidos
Incentive os angustiados
Propague a bondade e a concórdia
Procure a concórdia acima da discórdia
Busque a convergência mais que a divergência
Deseje a unidade no meio da diversidade
Tenha uma vida plural
Produza diferentes alternativas de vida
Trabalhe fazendo sempre novos negócios
Seja novo e busque a novidade
Sorrir é o nosso melhor remédio
A Alegria cura os nossos males
Seja feliz fazendo os outros felizes
Seja livre dando condições de liberdade para os outros
Tenha fé em Deus
Faça da oração o sentido da sua vida
Ame a eternidade
Acredite em Deus e confie no Senhor
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Século XXI
Um Mundo em crise
1. Supere o seu Estresse
Perante o excesso de preocupações no dia a dia e a demasia de trabalhos e compromissos que envolvem a nossa rotina cotidiana, ou diante do barulho das Cidades e da poluição sonora e visual que acontece nas ruas e avenidas de nossos bairros, ou ainda em meio a doenças, transtornos mentais e distúrbios emocionais que aparecem na nossa família ou contagiam amigos e parentes mais próximos, ou mesmo quando a violência bate à nossa porta e a maldade minha ou dos outros invade a nossa casa, a nossa rua e as tarefas nossas de cada dia e de toda noite, enfim, se essas contradições de todas as horas, minutos e segundos da nossa vida social, política, econômica e cultural, e profissional, contaminam a nossa existência diária e noturna, nos deixando nervosos demais, alterados na consciência, transformados em nossas atitudes, causando-nos patologias diversas e várias enfermidades até, então, busque o silêncio dentro do ambiente em que você vive, procure a sua privacidade, zele pela sua intimidade pessoal, mantenha a ordem e a paz em torno de si, dentro do seu eu e fora no meio em que se encontra, ou descansando a cabeça e dormindo se possível, bebendo bastante água para repor as suas energias, reativar a sua circulação sanguínea, reanimar as batidas normais do seu coração, renovar a reprodução de suas células nervosas, os neurônios, e assim reintegrar-se interiormente, alcançando a calma da sua alma e o repouso do seu corpo e a tranqüilidade do seu espírito.
Reze, faça uma oração a Deus se possível.
Ponha Deus na sua vida.
Dê voz e vez a Ele.
E, então, as suas forças se reanimarão, as suas energias serão reativadas, o seu bom-humor se motivará, o seu astral elevar-se-á e a sua auto-estima subirá ao mais alto do céu, avivando pois a sua vida e entusiasmando novamente a sua existência.
Seja criativo nesse momento.
Saia da rotina nesse instante.
Varie as suas ações cotidianas.
Modifique o seu comportamento costumeiro.
Renove-se interiormente.
Procure coisas boas e diferentes que o façam ficar motivado para a realidade e incentivado para as tarefas que precisa fazer.
Permaneça consciente.
Use o bom-senso nessa hora.
Ponha o juízo para funcionar.
Não assuma atitudes estranhas ou vivências esquisitas que possam identificar uma certa patologia ou moléstia perturbadora da sua segurança interior.
Seja racional.
E cordial também.
Depois, converse com os amigos e dialogue com a família.
Deixe viva a sua experiência espiritual.
Desse modo, portanto, você superará o seu estresse, que vem incomodando a sua vida interior e as suas relações externas.
Então, os seus relacionamentos serão pacíficos.
Você se sentirá tranqüilo com as pessoas ao seu lado.
A calma invadirá o seu ser, pensar e existir.
E todos se aproximarão de você, ao contrário do que ocorria antes.
E a paz interior assumirá a sua vida de cada dia.
E Deus o abençoará.
2. O Excesso de preocupações:
a doença do século
A carência ou o exagero, segundo a medicina moderna, podem ser patológicos, dependendo da situação existente, do contexto biológico e social inerentes, e do ambiente humano, natural e cultural que envolve as pessoas.
Sim, o excesso pode ser doentio.
No caso das preocupações que assumimos no dia a dia da nossa vida, que perturbam a nossa mente, enfraquecem a nossa inteligência, desestabilizam a nossa racionalidade e quase sempre desequilibram a nossa consciência, também esse fato ocorre.
Ficamos praticamente doentes quando exageramos nas preocupações diárias, nos compromissos da noite, nas responsabilidades da família e do trabalho, na tentativa de dar solução aos problemas cotidianos, ou ao se buscar a resolução de conflitos, dificuldades e contrariedades que muitas vezes nos atingem e tocam com gravidade psicológica e social.
Então, consumidos por grandes preocupações nem sempre inscritas na nossa agenda eletrônica, ficamos paralisados pelo peso dos interesses em jogo, inoperantes diante da carga pesada que onera a nossa razão, enfraquecidos, sem jeito e sem ação perante as horas marcadas com os funcionários da empresa, ou o encontro com a namorada na esquina da nossa rua, ou na hora de fazer as compras do mês no supermercado, ou nos momentos reservados para o almoço no restaurante mais próximo ou a ida ao shopping do bairro para realizar o comércio de presentes, roupas e sapatos para ter em casa, ou a necessidade de pagar o aluguel do apartamento, o seu condomínio e IPTU, ou debitar automaticamente em sua conta corrente do ITAÚ as contas de luz, gás, telefone, água e esgoto, ou o IPVA do seu automóvel, ou fazer créditos indispensáveis em uma determinada financeira, ou realizar o intercâmbio de mercadorias e materiais de escola para seus filhos e filhas.
Todas essas preocupações são precisas.
Porém, quando levadas ao excesso, ou ao exagero da confusão mental e das complicações irreais e irracionais, podem se tornar enfermidades mentais, adquirindo então distúrbios físicos e biológicos e transtornos sociais e psicológicos.
É possível que nesse estado sério, grave e crítico, percamos a cabeça sem mais nem menos, ignoremos a sensatez consciente e caiamos no desequilíbrio da mente e na falta de bom-senso racional, necessários para solucionarmos aqueles problemas.
Nesse instante de crise aparente, urge pensar positivamente, ser otimista em todos os sentidos, manter a razão e o juízo, e garantir o bem que fazemos e a nossa paz interior indispensável nessas horas turbulentas, a calma da alma e a tranqüilidade do corpo e do espírito.
Com essas condições pré-estabelecidas, até Deus se abre e se propõe a nos ajudar, tendo em vista sustentar o nosso equilíbrio mental e emocional, e nos afastar dessas idéias transformadas em moléstias, e desses valores e vivências agora sujeitos às anomalias da consciência e à instabilidade da nossa racionalidade.
Precisamos sim de Deus nesses instantes instáveis, críticos e inseguros.
E depois, recuperada a nossa disciplina mental, ordenada a nossa racionalidade inteligente e organizada a nossa consciência de bons valores, virtudes e vivências, podemos então descansar em paz e nos beneficiar dos favores e créditos de uma vida bem equilibrada, vivida com otimismo e alegria, sempre sorrindo para as pessoas.
Desse modo, o excesso acaba e o exagero vai embora.
As preocupações permanecem.
Mas agora bem administradas pela garantia da nossa paz interior.
E assim ficamos de bem com a vida.
E voltamos à normalidade.
E a nossa natureza se recompõe.
Graças a Deus.
3. Um Mundo de Desorientados
Parece que o nosso Século XXI será o tempo da insensatez, dos desequilíbrios comportamentais, das indiferenças praticadas, dos desajustes morais e espirituais, das violências urbanas e rurais, das discórdias entre pessoas, dos transtornos mentais e psicológicos, dos distúrbios sociais, ambientais e culturais, das inconstâncias políticas e das mutabilidades econômicas e financeiras, das dependências patológicas, das doenças da mente, das incompetências profissionais e das inadimplências vocacionais, da falta de talentos e carismas e suas criatividades, das atitudes descartáveis, das ações sem fundamento, das ausências de princípios capazes de sustentar grupos e indivíduos, da carência de valores que poderiam garantir o presente e o futuro das sociedades, de um ambiente sem regras que ordenem e bem administrem a nossa vida de cada dia e de toda noite, de uma era de desorientados, que não têm normas que conduzam os seus caminhos, sem condições de viver uma existência de qualidade e com dignidade, sem possibilidades de experimentar o bem e a bondade que devemos fazer e a paz e a concórdia que precisamos consumar, com amores insustentáveis e uma ética sem definições, onde a espiritualidade humana sofre a decadência das interpretações de Deus e seus efeitos para a consciência do homem e da mulher.
Sim, convivemos com desorientados.
Crianças que não brincam mais, pois já vivem como adultos acessando a internet e se comunicando pelo telefone celular.
Jovens sem princípios e valores que os encaminhem para a vida cotidiana.
Pessoas violentas demais, que não enxergam quem está ao seu lado e ao seu redor, ou diante de si e perante o convívio em sociedade.
Um clima de preocupações exageradas, de trabalhos incessantes e desgastantes, de famílias em conflito, de relacionamentos indiferentes, de vazios nas ruas, das dúvidas nos conhecimentos adquiridos, das incertezas das idéias e dos ideais a serem postos em realidade, do culto ao nada, da frieza dos sentimentos, da loucura dos pensamentos e das experiências irreais e irracionais.
Estamos mesmo desorientados.
O que nos falta ?
De que precisamos para bem viver a nossa vida e existir, como disse acima, com qualidade e dignidade ?
Faltam-nos princípios estáveis e valores bem consolidados.
Precisamos de regras firmes e fortes que sustentem as nossas atitudes sensatas e equilibradas.
Dependemos de normas que se baseiem no otimismo das boas virtudes, na alegria das boas relações e no sorriso de quem está de bem com a vida e em paz com a sua consciência.
Dependemos de Deus.
De uma nova e diferente interpretação da realidade temporal e transcendente, histórica e eterna.
Dependemos de uma Força Superior a nós mesmos.
Dependemos de uma Energia maior e melhor que nós próprios, capaz de elevar a nossa moral, enriquecer a nossa espiritualidade e aperfeiçoar os nossos sentimentos mais fundos e mais profundos.
Assim, seremos transformadores desse mundo sem orientação ética e espiritual.
Seremos agentes de um universo mais humano, justo e fraterno.
Seremos mais solidários uns com os outros.
Falta-nos essa outra interpretação de Deus, do mundo e da história, do homem e da mulher, e suas conseqüências sociais, políticas, econômicas e culturais na vida de todos e cada um que habitam esse Planeta aparentemente ameaçado pela nossa desorientação comportamental, que não respeita princípios e regras nem se responsabiliza pelo destino da humanidade.
Vivemos a desrazão.
Somos a insensatez em pessoa.
Porque nos falta bom-senso nos compromissos assumidos e equilíbrio nas atitudes praticadas.
Precisamos ser mais racionais.
E mais cordiais.
Talvez assim Deus encontre um motivo para se aproximar de nós.
E resolver o nosso problema.
Devemos nos orientar.
4. Geração só
O Mundo moderno vive situações de violência, desequilíbrio e agressividade em torno do campo e da cidade, e seus habitantes têm que conviver com uma juventude hoje aqui e agora bastante descartável, de gente só, isolada e individualista, que cultua o seu próprio ego, persegue o transitório e foge de princípios estáveis e constantes e de valores eternos e absolutos, preferindo a rapidez dos negócios, a velocidade da sociedade e a aceleração do universo da ciência e da tecnologia, realizando assim instantes em que os ambientes são ligeiros e o clima entre eles é de agressão, palavrões diversos, brigas e confusões, e relacionamentos contraditórios, revelando uma nova geração que já nasce doente, vive prisioneira de sua velocidade e escrava de seu isolamento, triste no meio de atitudes solitárias e angustiantes, em pânico algumas vezes, medrosa e aflita, inquieta e insegura, ansiosa e desesperada, padecendo de distúrbios mentais e emocionais graves e de transtornos físicos, materiais e espirituais igualmente sérios e terríveis. Uma geração só. Que faz da solidão o seu reino e da violência o seu império. Parecem jovens em agonia, que abraçam a loucura da internet e das redes sociais e das teias virtuais, e beijam novas e diferentes tecnologias, em nome de seus pontos de vista e visões de mundo bastante diversas e até adversas, antagônicas e contrárias entre si, o que reflete uma geração que surge e cresce doente, enferma de suas próprias individualidades, sem regras de conduta, sem estrutua de vida e sem orientação em seus afazeres domésticos e familiares, na convivência social, no universo ideológico da política, carregando em si uma cultura tremendamente descartável, sem raizes, sem chão nem teto, sem portas nem janelas, uma experiência de vida cuja moléstia é seu viver sem referências ou paradigmas, sem modelos ou exemplos de vida. Sim, eles, os jovens, preferem ficar sozinhos, longe da família e da sociedade, construindo então um mundo sem constância de virtudes éticas e espirituais, transitório em seu cotidiano, sem fundamentos de existência. De fato, uma geração sem regras e sem fundamentos. Tal é a nova geração de jovens desorientados, de famílias em conflito e desajustadas, de trabalhos e empregos descartáveis, onde o que manda é a velocidade das atividades quase sempre sem princípios e valores que as conduzam a uma vida de estabilidade, segurança e tranquilidade. Uma geração sem Deus. Ou um deus que para eles é jovem, mas sem bases morais ou religiosas e sem fontes que garantam uma realidade de saúde mental e bem-estar físico e social e familiar. Uma geração descartável. Eis o mundo moderno. Uma juventude que aparece alienada, alheia a si mesma, só e sem ninguém. Será o fim dos tempos ?
5. Uma sociedade sem regras
Observa-se atualmente a mentalidade do inútil e a cultura do descartável, pessoas que se olham na rua, discutem em casa e brigam no trabalho, em busca de respostas para suas interrogações constantes, à procura de soluções para seus problemas mais urgentes, tentando assim resolver seu vazio espiritual, o encontro com o nada em sua realidade cotidiana. E se pergunta: “o que estou fazendo aqui ? Onde estou ? O que está acontecendo comigo ? Deus existe ? Eu sou alguma coisa para alguém ?”Esses questionamentos refletem um mundo sem regras e uma sociedade sem fundamentos, em que quase todos perambulam de olho no provisório, buscando ser veloz nas soluções imediatas e urgentes encontradas, fazendo da rapidez nos negócios a base de seus relacionamentos, atitudes e experiências de todos os dias, noites e madrugadas. Faltam princípios que orientem toda essa gente alienada, neutra e indiferente, sem perspectivas nem referências cujos modelos de vida e exemplos de existência não se sustentam, passando-se a percorrer o que de mais transitório existe e insiste na realidade. Uma vida vazia. Um mundo ôco. O campo do Nada nos atravessa e invade, e nos faz mergulhar no oceano do descartável, das coisas indefinidas e dos seres indeterminados. E ficamos doentes. E tristes e angustiados. Caimos em depressão. Anseia-se por fugir dessas normas sociais que aprisionam e escravizam. E a liberdade: onde está ?
6. A Era da Depressão
Hoje, qualquer impacto sobre as emoções de uma pessoa, ou tensão social geradora de conflitos e violências de toda sorte, ou turbulências mentais, confusões na consciência e complicações no corpo e no espírito, brigas na família e discussões no trabalho, um simples bater de um carro no outro, ou quem sabe um debate de idéias onde os pontos de vistas se chocam, tudo isso, enfim, é motivo de tristeza para muitos e sinal de depressão patológica para outros, quando então os indivíduos por um mero motivo se aborrecem no cotidiano, trocam palavrões uns com os outros, ou mesmo partem para a violência e a agressão , o que reflete o estado de depressão doentia que caracteriza o mundo hodierno em que grupos entram em duelo de combate em nome de seu orgulho comportamental, para salvar sua opção pela agressividade, preferindo a discórdia de opiniões e atitudes à tranquilidade da cabeça, pois manda quem opta pela força e faz de seu poder físico e mental a arma para ficar em uma situação boa, divergindo de quem busca o equilíbrio sem violência, a sensatez sem agressividade, o bom-senso sem transtornos físicos e mentais ou sem distúrbios de ordem emocional e psicológica. Então, o desequilíbrio reina socialmente à semelhança dos bandidos e suas balasperdidas em confronto com a polícia, impera a marginalidade dos traficantes impondo suas regras de conduta para quase toda a sociedade, refletindo o estado depressivo que nos assola e invade, perturba os nossos ambientes de paz e instaura entre nós um clima de contradições reais e cotidianas, contrariedades diversas e adversidades variadas, colocando a perigo a tranquilidade das pessoas e a calma das almas, que então, em nome de sua paz interior, preferem o isolamento das massas populares, a solidão de quem sabe o que quer, a neutralidade diante das notícias e acontecimentos, a alienação da realidade e a indiferença perante os fatos rotineiros do dia a dia, assumindo a indefinição das ações e se comprometendo seriamente com o indeterminismo dos comportamentos cotidianos. A confusão é tanta que parece que ninguém se entende, todos estão em estado de briga, conflito e violência, e ora alguns fogem de toda essa bagunça e turbulência social e familiar para salvarem o repouso de sua interioridade, a calma da alma e a tranquilidade do corpo e do espírito, como disse acima. Ora, as pessoas se isolam, para fugir da violência. Tudo para manter a sua tranquilidade.
7. O Reino do Indefinível
Tal universo de realidades inseguras e inconstantes, descartáveis e instáveis, mostra a presença de ambientes indefinidos em torno de nós, fazendo a sociedade caminhar segundo um clima de indeterminações transitórias em que o relativo é mais importante, o isolamento fala mais alto, o vazio é o grito da moda, o nada existencial impera em todos os meios, o individualismo é a opção de quase todos, a indiferença predomina em vários setores, a neutralidade de decisões e atividades, ações e atitudes é a instância mais interessante, quase todos enfim ligados na turbulência da realidade e na violência do cotidiano, o que faz a cabeça de muitos, define os pontos de vista de outros, e transforma a vida da maioria em risco de morte espiritual, já que todos correm o perigo dos distúrbios mentais e emocionais, dos transtornos físicos e materiais, da dependência patológica de certas enfermidades sociais que só debilitam os indivíduos, enfraquecem os cidadãos e cidadãs, e tornam débeis os mais corajosos e animados, levados pela onda do indeterminismo que contamina quase todos. Esse o tempo moderno onde a juventude se aliena para poder ser feliz, outros se tornam indiferentes em nome de sua liberdade, e mais alguns se neutralizam na existência para superar a escravidão ideológica e a prisão psicológica. Em função dessa liberdade, preferem a tranquilidade de quem gosta de ser feliz. Por isso, abandonam tudo, fogem de todos, para salvar sua alternativa de boa cabeça, de sua opinião formada e seu ponto de vista diferente. Querem ser diferentes!
8. O Império do Indeterminável
Parece que a vida é um jogo onde as pessoas buscam alternativas para o mal a sua volta, seja no botequim da esquina em que fregueses estão em briga discutindo futebol, mulheres, política e carnaval; seja nos gabinetes de juizes e desembargadores quando seus assessores procuram diferentes opções e estratégias de trabalho; seja na padaria aqui perto onde os indivíduos debatem as melhores soluções para os temas e assuntos do dia a dia; seja nos escritórios de advocacia e nos consultórios de saúde em que grupos se organizam para fazer da melhor maneira possível as atividades do dia e da noite; seja nos restaurantes do bairro ou nos shoppings da cidade onde cidadãos e cidadãs anseiam por fugir de seus transtornos físicos, mentais e emocionais e de seus distúrbios financeiros e sociais, materiais e espirituais, tendo como preferência umas boas compras de presentes para o final do ano; seja no jornaleiro logo ali quando clientes trocam idéias sobre as notícias e reportagens diárias; seja na família onde todos assistem a novela da noite para bem se orientar nos comportamentos de todos os dias, noites e madrugadas; seja ao ouvir uma música no rádio em que buscamos refrescar a cabeça, sair do estresse e melhores nossas condições de vida social epsicológica; seja na farmácia perto de nós quando as injeções e os remédios que compramos servem para aliviar e melhorar nossosproblemas e dificuldades de saúde mental e resolver nossos conflitos internos. Em tudo isso, refletimos o estado de indeterminação que toma conta de nós diariamente, uma situação indefinível de consciência em que todos se confundem com a violência de cada hora, minuto e segundo, as relações humanas e sociais estão discordantes e divergentes, os trabalhos insustentáveis, os relacionamentos de rua e familiares são questionados a todo instante, nossas maneiras de agir e se comportar parecem incomodar, perturbar e não agradar a todos, nossas circunstâncias de vida e trabalho se identificam com as trevas de uma noite sem estrelas ou com uma manhã sem sol para nascer. Em todas essas coisas, vivemos aflitos com as coisas que acontecem, em pânico, com medo e desesperados perante os riscos da realidade e os perigos do cotidiano, desejosos de sair da rotina, dormir um pouco quem sabe ou talvez melhorar nosso dia a dia com a práttica de esportes, uma ida ao cinema ou à praia, ou um lazer e entretenimento à noite como as noitadas de carnaval, as tardes de maracanã ou as madrugadas de rock in rio. Nesse mundo de indiferenças e neutralidades cotidianas, muitas vezes preferimos a alienação dos fatos, o isolamento das pessoas ou a solidão talvez saudável, a fim de garantir nossa saúde e bem-estar interior, indivual e coletivo, a nossa tranquilidade e paz interna. É um jogo a vida. Temos que dribar os problemas de vez em quando, fazer jogadas ensaiadas, para que a vida funcione bem e façamos gols de letra, de cabeça ou de bicicleta, que decidem a nossa vitória sobre esse mundo de contradições em série, a guerra das ruas, a batalha das famílias e o combate dos empregos e trabalhos.. Sim, preferimos a nossa calma interior. A paz da consciência. E ficar de bem com a vida. É mais tranquilo e seguro. É a nossa maneira sustentável de viver. A nossa estabilidade é melhor.
9. Todos estão Neutros
Observamos também em nosso cotidiano atual como a sociedade em geral – a maioria das pessoas e não a minoria – vem optando por ações e atitudes onde se tornam neutras perante a realidade dos fatos e diante de problemas que a incomodam e dificuldades que lhe causem moléstias de todo tipo, como perturbações mentais, distúrbios emocionais e psicológicos e alterações em sua vida de espiritualidade, situações que revelam seu estado indeterminista de viver e existir, seu modo indefinido de estar no mundo, e conviver com circunstâncias sociais e políticas em que se encontram valores em crise, princípios sem fundamento, um mundo sem normas cujas regras é viver sem regras, não se posicionar dentro da realidade, assumir a sua neutralidade em condições que se identificam com momentos indiferentes de se colocar na sociedade e instantes alienantes e alienados junto às demais criaturas. Nesse processo de vazios espirituais, as pessoas mergulham no nada da existência e passam a nadar em realidades absurdas aparentemente quando então gerações se chocam, comunidades entram em conflito e grupos e indivíduos brigam tentando impor uns sobre os outros suas visões convictas da realidade, suas opiniões diferentes e contrárias e seus pontos de vista diversos e até adversos. Vivem assim condicionados por um mundo em crise, crise de valores sem fundamento, de princípios sem sustentação ética e de regras sem bases permanentes em uma espiritualidade natural. Parece mesmo que Deus não existe nessa realidade aparentemente sem normas pessoais e sociais, nesse universo onde reina o vazio do ser e o nada existencial. Então, nos transformamos em cidadãos e cidadãs inúteis, sem sentido e sem significado algum. Talvez o remédio seja recomeçar tudo de novo. Refazer a nossa cabeça. Fugir de representações mentais tradicionais e do passado. E viver uma vida nova e diferente, exercitando-se na construção de teorias estáveis e permanentes, e em práticas em que imperem a segurança social e financeira, a tranqüilidade moral e espiritual, e uma vivência de estabilidade política e econômica, social e cultural. Deste modo, é possível reverter esse quadro de indefinições sociais e indeterminismos espirituais e psicológicos, abraçando então uma consciência positiva e otimista, sensata e equilibrada, e uma experiência de vida guiada pela racionalidade e por uma ética de respeito aos outros e responsabilidade recíproca, do bem cultivado a todo momento e da paz vivida com solidariedade mútua. São remédios para uma prática que considere de vez a importância da fé em Deus em suas vivências de cada dia, noite e madrugada, hora, minuto e segundo.
10. Pessoas Indiferentes
Ao cruzar a esquina de uma rua na Tijuca, Rio de Janeiro, entre a Conde de Bonfim e a Alfredo Pinto, um homem caido na calçada me chamou a atenção, e notei que todos os transeuntes passavam por ele e nem ligavam, nem eu, cada um na sua, e o jovem cidadão padecendo de dores até que apareceu uma ambulância do Corpo de Bombeiros e levou essa pessoa para a emergência do Hospital Souza Aguiar, onde foi atendido. E pensei e refleti. Olha só como estão as coisas. O Cidadão estirado na rua e todos indiferentes, passavam adiante, ninguém socorria aquele indivíduo sofrendo com algum machucado ou coisa assim. A Indiferença tomou conta de quase todos. Todos estavam neutros perante aquela situação. Pareciam alienados da vida cotidiana, do dia a dia das ruas. Pessoas vazias. Ôcas por dentro e por fora. Não eram nada, não tinham nada, não se incomodam com aquelas circunstâncias de sacrifício de um ser humano deitado na rua. É assim o mundo de hoje. As coisas acontecem e as pessoas não ligam, não se comprometem, não assumem responsabilidades, nem se deixam levar pela emoção e o sentimento de solidariedade, que deveria tocar aqueles e aquelas que por ali passavam. Sim, momentos indefinidos. A Indeterminação chegou a todos, e ninguém sabia o que fazer, que atitude tomar, ou que ação realizar. O homem caido e todos passavam indiferentes, alienados, neutros, esvaziados de qualquer sentido de ajuda e fraternidade. Eis um exemplo de como a sociedade hoje se encontra. Eu acho que todos estão loucos. Ninguém ajuda e nem se ajuda. Preferem deixar como está, não importa a situação ou as circunstâncias existentes. Não interessa a pessoa humana. O Mundo está louco. Talvez desequilibrado. Sem juizo. Insensato. O Pessimismo está no coração das pessoas. Todos parecem negativos. Não estão nem aí para qualquer coisa. A Vida enlouqueceu.
11. Um complexo de Alienados
Alienar-se aqui e agora pode ser uma opção tranquila e segura tendo em vista o estresse que nos acompanha e anda lado a lado da gente, a depressão doentia fruto de um mundo de violência e agressão em nosso entorno, a confusão mental e emocional que vive perto de nós, em nossa realidade interna e no cotidiano, consequência de tantas preocupações que nos alucinam, o medo que impera no trabalho e dentro de casa, a aflição e o desespero de quem convive com a turbulência diária e noturna, e foge de instantes de tristeza e angústia ou de momentos de pânico por causa de uma vida de contradições em nossa volta, uma realidade que revela o grau de cultura descartável e a mentalidade indiferente e de neutralidade que transformam a nossa existência em situações esvaziantes onde o nada e o vazio atropelam nosso dia a dia, e nos deixam sem razão de existir, uma vida sem sentido porque o império da agressividade faz parte de nossa convivência de cada hora e de toda a noite e o dia. Por isso tudo, preferimos nos alienar, a fim de garantir a nossa tranquilidade saudável e agradável e a paz interior que tanto buscamos nessa realidade cotidiana de comportamentos transitórios e instáveis. Procuramos assim a saúde da mente e do corpo, e uma vida de bem-estar material e espiritual generalizado. Deste modo, progredimos na vida junto com todos e cada um dos que têm como única alternativa de salvação de sua vida a alienação do dia, da noite e da madrugada, mergulhando em um campo de sonhos imaginários e metafísicos irreal, todavia a condição de nossa liberdade, fonte da felicidade. Nessas condições de vida, até Deus tem o seu lugar, voz e vez na nossa interioridade e nas nossas experiências, ações e atitudes de cada minuto e segundo. É a vida em busca de um lugar ao sol.
12. Ficar sozinho
Nessa modernidade de valores em crise é tão grande o excesso de preocupações e os conflitos de consciência então demasiados, a violência reinante nas ruas dos campos e das cidades e até dentro de casa no ambiente familiar, que as pessoas estão preferindo ficar sozinhas, a fim de manter a sua tranquilidade mental e natural, o repouso do seu espírito e a calma do corpo e da alma, escolhendo antes isso do que a agressividade urbana e rural, os problemas mentais e físicos, as dificuldades de relacionamento e as atividades insensatas e desequilibradas, o risco de ações impensadas e o perigo de atitudes sem o bom-senso dos comportamentos elevados. A crise é tão séria que grupos e indivíduos estão optando pelo individualismo, uma vida solitária, isolando-se de comunidades e afastando-se do convívio social, tendo como alternativa uma existência de neutralidade perante as decisões a serem tomadas, uma compostura alienante e alienada diante do cotidiano, ficando indiferentes à realidade que os cerca, como que dizendo: “cada um na sua e Deus por todos”. Tal a mentalidade desse mundo moderno onde imperam as atitudes transitórias e inconstantes e reinam as ações provisórias e sem garantias de estabilidade. Sim, uma realidade descartável, sem fundamentos, de princípios fúnebres e vulgares, e de valores sem coesão e firmeza ética e espiritual, e carentes de sustentabilidade. Um universo de possibilidades incertas pois a dúvida está na cultura da sociedade e é a sua marca registrada no tempo e na história que se chamam hoje. Também o relativismo das coisas e o niilismo dos seres ocupam seu lugar nesse processo de indefinições passageiras, de indeterminismos sem bases sólidas de sustentação cujas fontes são a violência das pessoas que convivem em sociedade. Nesse movimento de transitoriedades em que tudo é veloz, a rapidez toma conta das criaturas e se acelera para obter os bons e melhores lucros e créditos, objetivos e resultados, vencem os mais espertos e malandros, e quem vive uma vida boa e direita costuma ficar para trás nesse processo, longe da vitória e distante de uma experiência de saúde razoável e bem-estar saudável e agradável. No entanto, igualmente existe o outro lado onde os otimistas e equilibrados parecem ganhar a partida entre o bem e o mal. Nesse mundo de inconstâncias individualistas, saem vitoriosos os que mantêm a sua tranquilidade à frente dos fatos aberrantes cujo império é a violência de uns e a agressividade de outros. A Vida está então distante de suas forças animadoras e longe de suas energias que possam motivar o bem que se deve fazer e a paz que se precisa viver. Uma realidade conflitante em que os tranquilos, seguros e estáveis aparentemente têm a chave da vitória e o segredo do sucesso.
13. A Cultura do Descartável
Em nossos tempos atuais, assistimos cotidianamente ao império de uma filosofia de vida cujo centro de atenções é o que é útil, agradável e interesseiro; à predominância de uma mentalidade onde o que é mais importante é a rapidez dos negócios, a velocidade das informações e a aceleração de atitudes e comportamentos; ao privilégio de uma cultura tipicamente descartável em que o que existe aqui e agora já não existirá amanhã ou em outro momento e lugar.
Então, o que vale é o instante, a situação momentânea, as circunstâncias aparentes e contingentes, a instabilidade do que é transitório e provisório, deixando-se de lado total ou parcialmente os valores permanentes, a constância das ações éticas e espirituais, a estabilidade dos trabalhos, o equilíbrio da mente e das emoções, o controle da consciência e o domínio de si mesmo.
É a cultura do descartável.
Na política, os deputados e senadores mudam de partido a todo instante caracterizando a chamada infidelidade partidária.
Na economia, o intercâmbio de capitais valoriza o dinheiro mais forte, aquele que tem mais poder, o que configura maior influência social, desprezando os baixos salários, o desemprego e as más condições do exercício do trabalho.
No casamento, passando pelo namoro e a paquera até chegar ao noivado, prevalece a mulher descartável, que o homem hoje arranja na rua e no dia seguinte está dentro de casa. E, dali a um mês, ambos já se encontram separados, partindo pois para novas uniões e novas separações, cada qual defendendo seus próprios interesses e privilégios, e garantindo o melhor lugar no mercado de amores e desejos, paixões e traições.
Nas Universidades, nas escolas de ensino médio e no ensino fundamental prioriza-se a didática da velocidade onde o tempo de ensino é dinheiro e a economia do conhecimento é a palavra mais forte na hora das avaliações dos alunos e alunas, sem falar nos testes de curto alcance e no baixo repertório de conteúdo proporcionado pelas provas presenciais e online, dentro e fora da sala de aula, nas pesquisas rotineiras e nos debates em que há mais gritaria do que raciocínio ou argumentação de idéias.
Na área de saúde, os médicos e enfermeiros e quase todos os agentes sanitários preferem vez ou outra o mercado da doença, o lucro que os remédios podem propiciar, o crédito oferecido pelos planos de saúde, a sua carreira profissional e a qualidade dos salários que podem usufruir, negligenciando o lado humanitário da enfermidade, a consideração que se deve possuir em relação ao doente ou paciente, o conteúdo de conhecimentos que a ciência, a tecnologia e a medicina em geral oferecem diante de tantas pragas e vírus, bactérias e moléstias as mais diversas e contraditórias, as condições ambientais dos hospitais, emergências e clínicas de saúde e ambulatórios, ignorando-se inclusive a prevenção profilática em nome de paliativos que não resolvem nem atingem a raiz dos problemas.
No campo da tecnologia, observa-se o constante troca-troca de telefones celulares, rádios e televisões, assim como a mudança permanente de automóveis novos e usados ou a compra e venda de imóveis, casas e apartamentos com uma rapidez e ousadia que nos impressiona e nos deixa surpresos.
No trânsito das cidades, ou até mesmo na aparente tranqüilidade dos campos e meios rurais, nota-se a urgência de atitudes, a emergência de comportamentos, a “falta de tempo” das pessoas, o descontrole dos horários e a falta de alternativas diante da hora curta e do pouco espaço de tempo e lugar, o desequilíbrio do tráfego com engarrafamentos e congestionamentos, acidentes de carros ou atropelamentos, a “hora do rush” quando tudo fica parado, trancado e engarrafado no vai e vem de ônibus, trens e barcas, autos e metrôs, navios e aviões.
Nas ruas e avenidas das Cidades, as pessoas não se olham mais, há uma correria exagerada para fazer as coisas, falta diálogo nas empresas e escritórios, os namorados esquecem-se até de beijar na hora da despedida, os transeuntes andam apressados superando o tempo escasso e o ambiente alienante e alienado onde se acham naquele momento.
Enfim, a cultura do descartável na mente das pessoas faz todos correrem, serem velozes e acelerados, driblando a disciplina necessária na hora dos compromissos ou ignorando a responsabilidade diante da indispensável maneira de assumir as coisas, os trabalhos e as tarefas do dia a dia.
Também no esporte – o comércio dos jogadores e atletas nacionais e internacionais – como na arte e na filosofia sobressaem a mentalidade de quem produz conteúdos descartáveis e o ambiente de negócios desqualificados, incompetentes e sem a transparência ética devida perante o mercado do que é útil e rápido, incoerente e instável, inconstante e veloz.
Sim, hoje o mundo é descartável.
Nesse universo, reinam os espertos e caem as pessoas direitas e de respeito.
Imperam os malandros.
14. Estamos enlouquecendo ?
O Momento atual e real nos revela um dado importante e de grave conseqüência para todos: estamos enlouquecendo ? Parece que estamos atravessando um processo geral de enlouquecimento quando perdemos a cabeça por qualquer motivo, nos vemos alienados da realidade e indiferentes diante dos fatos cotidianos, fugindo de compromissos e não assumindo nada de positivo em nossas vidas diárias, neutralizados pela violência que nos cerca, confusos e complicados perante as balas perdidas de todos os dias quando polícia e bandidos travam um duelo de forças paralelas e poderes excludentes, e nos excluímos da participação nos destinos de nossa família, do trabalho e da sociedade, experimentando pois situações indefinidas e circunstâncias indeterminadas onde não temos certeza de nada, a dúvida nos acompanha na realidade, o vazio se instaura dentro de nós e nadamos do nada, pelo nada e para o nada em busca de uma resposta para tantas perguntas vividas, muitas questões nos sendo apresentadas e interrogações em série que nos deixa caídos, fracos e deprimidos, buscando então na vida solitária um meio de garantir a nossa paz e tranqüilidade, ficarmos de bem com a vida e em paz com a nossa consciência. Todavia, talvez o mundo esteja mesmo enlouquecendo pois tal calma interior está longe de nós e se distancia igualmente de nós o repouso do nosso corpo e mente, alma e espírito, já que dormimos pouco e a rotina parece ser a nossa parceira de toda hora, aqui e agora. Estaremos em processo de enlouquecimento ? O futuro do mundo é o hospício ? Caminhamos para nos internarmos de vez em algum hospital de malucos ? Seremos os doidos de amanhã ? Do jeito que está a vida em sociedade, onde as regras não existem e as normas sociais são quimeras ou simples demências imaginárias, os princípios de vida e da boa ética não têm voz nem vez e os valores permanecem em crise existencial e espiritual, então só podemos admitir o hospício como única alternativa de lugar e moradia amanhã de manhã. Estamos enlouquecendo ? A Violência está dentro e fora da nossa casa. A Confusão nos rodeia a cada instante e a todo momento. Vivemos perdidos em um universo sem diretrizes e referências, em uma natureza sem modelos e paradigmas. Estamos perdidos ? No fundo do poço ? O Mundo vai acabar ? E Deus onde está ? Quem sabe a loucura mesmo seja encontrar uma resposta positiva para tudo isso. Cadê o nosso otimismo e alegria ? Onde está a nossa sensatez e equilíbrio mental e emocional ? Estaremos doentes ?
15. A Violência nos rodeia
Na ida e vinda para o trabalho todas as manhãs da semana, ou mesmo dentro de casa ao discutirmos com a mulher e dar uma bronca nos filhos e netos, ou ainda no meio da rua perambulando entre balas perdidas trocadas entre bandidos e polícia, ou então na batida de um carro contra outro quando os motoristas de ambos trocam palavrões e partem para a briga quando não um dá um tiro no colega sem mais nem menos. De fato, a violência anda solta. Está na cabeça de todos e nos braços de cada um. Presente nas mentes vazias e desocupadas sem nada pra fazer. Insistente no dia a dia das escolas e hospitais, comércio e indústria, no emprego e na família, no lar e na rua. Qualquer motivo é pretexto para uma briga, uma discussão ou um duelo de aparentes adversários. Tudo parece ocasião para briga. As pessoas estão agressivas. Chocam-se umas com as outras. Travam o combate do cotidiano e seus conflitos, problemas e dificuldades. Às vezes saem para a agressão. E então tudo se complica e todos se confundem. Assim é o mundo de hoje. Grupos ansiosos e indivíduos com medo, aflitos e desesperados. Um sem número de doenças aparecem de vez em quando nos deixando tristes, caidos e depressivos. As enfermidades tomam conta de comunidades inteiras. As sociedades parecem doentes. A Loucura é total. O pânico ameaça a quase todos. Todos no aperto. O Calor aumentando. A Pressão incomodando. A Tensão parece explodir pelos ares. Os perigos estão ao nosso lado e em torno de nós. Os riscos são muitos. Tem gente com medo de viver. Que não gosta de sair de casa. Vivem na depressão patológica, no horror de todos os dias e em uma vida oprimida por todas os lados e circunstâncias de vida. Talvez queiram morrer. Ou sumir deste mundo. Evaporar pelos ares. Ou quem sabe desaparecer dentro e fora das ruas e avenidas dos campos e das cidades. Tudo é violência. Para onde vamos ? O que fazer nessas horas ? Qual o nosso destino afinal de contas ? Há solução para isso ? Que respostas podemos dar para as novas gerações ?
Um mundo sem alternativas.
Um universo sem modelos.
Uma vida sem sentido.
Não há razões para viver e existir quando nos deparamos com um homem sem cabeça no meio da rua por onde passamos em nosso bairro ou no beco depois da esquina.
É o Esquadrão da Morte entre nós.
Estamos no sufoco ?
Em uma rua sem saída ?
Sem opções ?
Que Deus nos ajude.
Porque só nos resta rezar.
E que o Senhor tenha pena de nós.
Do contrário.
A loucura do Pinel.
Ou a maluquice da cabeça.
Talvez doidos nós possamos consertar a nossa vida.
Sim, o Hospício nos espera.
16. Ambientes de obscuridade
De realidades globalizantes e de relações interdependentes, o mundo de hoje também é feito de consciências apagadas e alienadas, obscuras e descartáveis, onde quase todos parecem perdidos em relacionamentos transitórios e atividades provisórias, de princípios instáveis e valores inconstantes, revelando populações inseguras e intranquilas, refletindo gente sem compromisso e sem responsabilidade, o que mostra e demonstra um universo de pessoas neutralizadas, secas e frias, doentes e transtornadas, inquietas e ansiosas, medrosas e em pânico, aflitas e desesperadas, ainda que exista um minoria equilibrada, de raizes absolutas e normas de vida garantidas por uma vivência respeitosa e direita, direcionada por um pensamento orientador capaz de lhe oferecer um caminho alternativo que é sustentado por definições de idéias estáveis e conhecimentos seguros, de ideologias tranquilas e ideais repousantes, contrastando com uma maioria de transações transitórias, sem fundo e sem chão, sem portas nem janelas, sem teto e sem fundamentos razoáveis, determinando então o contraste entre povos de determinações diversas e adversas e definições diferentes e contrárias. Eis a modernidade de nossos dias e noites reais e atuais. Uma situação onde os conflitos se encontram, as dificuldades se manifestam e os problemas se multiplicam. Assim a vida de hoje. De um lado uma geração insegura e sem tranquilidade, de outro pessoas que ainda mantêm princípios estáveis e valores constantes. As contradições se revelam e se encontram em grupos e indivíduos em choque existencial. A vida está em briga consigo mesma.
17. Falta estabilidade
Como já vimos acima, a realidade cotidiana atual convive com contextos culturais transitórios, padrões de vida política descartáveis, uma economia vacilante, provisória e sem chão, onde sua sociedade faz intercâmbios de instabilidade constante cujos valores não têm fundamentos e cujos princípios não obedecem a regras da consciência sustentadora de uma liberdade saudável, de normas absolutas e cujas aparências tendem para uma vivência transparente, autêntica e verdadeira. No entanto, ainda em grande parte das populações a ética e a espiritualidade não oferecem bases sólidas, firmes e fortes em que possa se revelar uma racionalidade consistente, estável e duradoura. Ao contrário, observa-se um mundo de efemeridades, contingências e sensibilidades sem fontes sustentáveis, refletindo um povo que não gosta de raizes fundas, profundas e fecundas, onde seu jeito de viver é a transitoriedade, condições de vida e trabalho sem muita firmeza de programas e conteúdos, o que mostra e demonstra que as atitudes humanas, suas ações e atividades são reveladoras de uma experiência de vida fútil e fraca, inquieta e medrosa, insegura e intranquila, aflita e desesperada, distúrbios esses que transparecem transtornos físicos e mentais, indefinições materiais e espirituais, e indeterminismos temporais e históricos. É uma sociedade desregrada, desregulada e despida de quaisquer esquemas de segurança moral e religiosa, todavia apoiadas em sistemas de conduta alienados de uma consciência verdadeiramente fundada em raizes sólidas, de tradições que deveriam defender a vida correta, direita e de respeito, o que na prática se revela como uma experiência de atividadses sem normas, onde seus fundamentos não se baseiam em valores estáveis e absolutos, ou princípios eternos e duradouros. Sem estabilidade, a família entra em conflito, as gerações se chocam, o emprego é insustentável, a vida social carece de padrões fortes de sustentabilidade. O mundo então vive e convive com sua ausência de hábitos e costumes firmemente fundamentados, uma sociedade sem bases fundamentais de sobrevivência. Vivemos pois então o caos. A Violência urbana e rural em torno de nós. A Confusão na cabeça das pessoas. Comportamentos inseguros e sem tranquilidade. Falta-nos o repouso espiritual e a paz do corpo e da alma. E Deus onde está ?
18. Pessoas sem raizes
As ocorrências cotidianas e os acontecimentos do dia a dia, o mundo de relações interativas e o grande compartilhamento de idéias, valores e experiências, o gigantesco intercâmbio de culturas e mentalidades, a interdependência cada vez maior e melhor entre populações vizinhas, revela ao mesmo tempo um imenso vazio espiritual, pessoas sem raizes buscam as religiões para dar sentido às suas vidas, todos procuram regras de conduta estabilizadoras de seus trabalhos, atitudes e relacionamentos, muitos andam atrás de normas sociais e coletivas que enraizem seus princípios nem tanto absolutos e muito pouco duradouros, talvez querendo respostas para suas indagações existenciais e soluções para suas dúvidas e incertezas de cada hora, minuto e segundo, desejando assim preencher seus nadas vividos e seus vazios experimentados, querendo Alguém ou Algo que lhes dê razão para continuar vivendo e existindo como pessoas humanas, grupos de indivíduos interessados em estabilidade financeira, consolidação de uma vida de sustentabilidade onde as regras absolutas garantem a eficácia de definições transitórias e comportamentos indeterminados, refletindo assim um mundo em crise à procura de uma tábua de salvação para enfermidades físicas e sociais, psicológicas e espirituais, lutando pois por uma vida de qualidade e de dignidade humana em que seus direitos sejam respeitados e seus deveres e obrigações, compromissos e responsabilidades cumpridos com toda transparência ética e moral, o que revela sociedades em busca de verdade e autenticidade em seus momentos diários e instantes noturnos. Todos buscam uma certa espiritualidade natural, que fundamente e segure suas existências de todos os dias, noites e madrugadas. Todos procuram sentido para suas vidas.
19. Não há compromisso
Muitas vezes em nossa realidade cotidiana nos faltam princípios de consciência estáveis e duradouros e valores permanentes e consistentes para empreendermos compromissos responsáveis e assim construir e reconstruir nosso dia a dia e nossas atividades, atitudes e ações geradoras de saúde física e mental e bem-estar material e espiritual. A ausência dessas raizes morais e espirituais nos causam uma certa alienação da realidade, nos tornam indiferentes perante os problemas familiares e sociais, os conflitos internos e externos e nossas dificuldades financeiras, transformando-nos então em pessoas transitórias e efêmeras, fúteis e fracas, débeis e mortas, sem raizes éticas que possam fundamentar comportamentos sólidos, firmes e fortes e assim garantir nossa estabilidade psicológica, nosssa sustentabilidade social e cultural, nosso equilíbrio mental e emocional, e nosso otimismo desencadeador de outras, novas e diferentes possibilidadwes de vida e trabalho, grandes alternativas de existência, gigantescas opções de saúde e educação, fazendo-nos deste modo crescer em qualidade e dignidade de vida, desenvolver talentos naturais e vocações para uma quase perfeita profissão de negócios e empreendimentos, constituindo assim nosso mundo de normas tranquilas e seguras, que garantem nosso bom estado de saúde racional e psicossocial. O que se observa é que carentes desses princípios absolutos e valores necessários as pessoas, grupos e indivíduos já não se comprometem com nada e com ninguém, refletindo pois uma maioria que não quer nada com a vida e o trabalho, preferindo festas e brincadeiras, a cultura do esporte e do lazer, omitindo a seriedade e a responsabilidade de uma vivência onde deveria reinar a boa ética e a ótima espiritualidade natural. Assim até Deus está fora de cogitação pois o que se quer é a boa vida material e uma experiência cotidiana onde a mentalidade é produzir a festa, o espetáculo, o show e toda uma espécie de conteúdos materiais em que o preferível é lucrar, o descartável, fatores provisórios, definições sem chão, e determinações sem fundamento algum. Um mundo em crise de hábitos e costumes necessariamente duradouros. Um mundo descartável.
20. Em busca da Religião
Parece que a volta para Deus é uma das características do mundo moderno. Ao lado do progresso científico e tecnológico, dos efeitos da globalização e interdependência entre os povos, a solidariedade dentro da sociedade e a fraternidade das nações, a busca por conteúdos interativos e atividades e atitudes de compartilhamento, a troca de idéias e a constante produção de conhecimentos, os diferentes modelos de ética e as novas diretrizes de espiritualidade, a grande visão psicológica da realidade e as diversas interpretações dos acontecimentos, o homem e a mulher partem aqui e agora para enriquecer sua espiritualidade, procurando preencher seus vazios metafísicos e destruir seus nadas existenciais, desejando então um Deus novo e diferente que resolva seus problemas pessoais, de família e de trabalho, solucione suas interrogações de consciência e direcionem bem seu caminho de liberdade, um Deus que seja atento e compreensivo, justo e fraterno, santo e direito, comprometido com seu povo e responsável, que lhes faça milagres e lhes dê benefícios, créditos e favores, um Deus advogado de seus conflitos internos e externos, que ofereça uma nova diretriz de vida onde o bem e a paz, a calma de espírito e a tranquilidade do corpo e da alma sejam a estrada mais adequada e acessível nessa hora de violências no cotidiano e turbulências físicas e mentais. Todos buscam um Deus Santo, transparente e perfeito, justo e verdadeiro, direito e autêntico, de respeito e responsável, comprometido com a vida das pessoas. Um Deus do povo.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Silêncio
E só me restou o silêncio
Na dialética do cotidiano das ruas e diante da crise existencial que muitas vezes afeta as nossas relações com a família e o trabalho, me vejo no limite da natureza, fadigado espiritualmente, cansado no corpo e na alma, esgotado mentalmente, sujeito ao império de doenças que se espalham rapidamente em nossos ambientes de vida, em nossos relacionamentos diários e noturnos, e em nossos intercâmbios culturais que estabelecemos quase sempre cotidianamente com amigos e garotas, parentes e familiares. Perante o assombro das moléstias, a crise de valores, a falta de princípios, a ausência de regras, a carência de normas que restabeleçam nosso equilíbrio e bom-senso, o vazio de raizes que fundamentem nossas atitudes, consolidem nossos passos e estabilizem nossas tarefas do dia a dia, só nos resta o silêncio de quem carece de opções e sofre com a insuficiência de alternativas que produzam sentido em nossas almas e razão em nossos espíritos cercados de problemas por todos os lados, convivendo com conflitos a todo momento e cheio de dificuldades nas relações e interatividades que realizamos a cada hora, minuto e segundo. Sim, só nos resta o silêncio. O silêncio dos limites com que nos chocamos em nossa existência diária, e sua falta de oportunidades para sair dessa crise de valores e princípios, que ora e outra bloqueiam nossas atividades e se tornam barreiras em nosso caminho de ascensão pessoal e social e obstáculos para o nosso crescimento nas virtudes espirituais como o sorriso para as pessoas, a alegria de viver e o otimismo que levanta os deprimidos e encoraja os mais fracos e abatidos. Então, só nos resta o silêncio de quem não sabe o que fazer, qual caminho perseguir, ou a estrada a ser procurada. Vemo-nos nas fronteiras das impossibilidades e nos limites da ausência de alternativas que possam resolver nossas contrariedades e solucionar nossas dúvidas e incertezas. Falta-nos sim espaços para andar, opções para abraçar, motivos para viver, sentido para uma existência agora vazia e sem nada. E só nos resta mesmo o silêncio. Talvez nesse estado sem alternativas e carente de possibilidades eu encontre algo que preencha os meus vazios ou Alguém que dê sentido ao meu ser, pensar e existir. Quem sabe um Deus resolva aparecer e me dar todas as respostas que eu preciso para bem encaminhar minha vida, resolucionar minhas contradições internas e satisfazer meu desejo pela convergência entre pensamento e realidade e a concordância entre consciência e experiência. É possível que surja uma boa idéia. Ou um outro, novo e diferente caminho a seguir. Ou uma via alternativa que alivie minhas tristezas e angústias, apague meus medos e pânicos, dissolva minhas aflições e desesperos, acabe com minha ansiedade, elimine meu estresse exagerado pleno de adversidades interiores e externas.
E só me restou o silêncio.
Que ele seja fértil e apresente-me uma estrada diversa capaz de dar soluções aos meus transtornos mentais e emocionais e aos meus distúrbios físicos e espirituais, materiais e existenciais.
Pode ser que ele abra para mim uma grande esperança.
Renove o meu existir.
E liberte-me das prisões da alma e das escravidões do corpo e do espírito.
E quando esse instante chegar.
Terei paz interior. O Bem e a Bondade me abençoarão.
Respirarei a tranquilidade do ambiente que me envolve.
E apagarei os meus sonhos e fantasias.
E deitarei e dormirei sossegado certo de que Deus me acompanha nesse mundo de silêncio gritador.
Deus, a minha Segurança.
Na dialética do cotidiano das ruas e diante da crise existencial que muitas vezes afeta as nossas relações com a família e o trabalho, me vejo no limite da natureza, fadigado espiritualmente, cansado no corpo e na alma, esgotado mentalmente, sujeito ao império de doenças que se espalham rapidamente em nossos ambientes de vida, em nossos relacionamentos diários e noturnos, e em nossos intercâmbios culturais que estabelecemos quase sempre cotidianamente com amigos e garotas, parentes e familiares. Perante o assombro das moléstias, a crise de valores, a falta de princípios, a ausência de regras, a carência de normas que restabeleçam nosso equilíbrio e bom-senso, o vazio de raizes que fundamentem nossas atitudes, consolidem nossos passos e estabilizem nossas tarefas do dia a dia, só nos resta o silêncio de quem carece de opções e sofre com a insuficiência de alternativas que produzam sentido em nossas almas e razão em nossos espíritos cercados de problemas por todos os lados, convivendo com conflitos a todo momento e cheio de dificuldades nas relações e interatividades que realizamos a cada hora, minuto e segundo. Sim, só nos resta o silêncio. O silêncio dos limites com que nos chocamos em nossa existência diária, e sua falta de oportunidades para sair dessa crise de valores e princípios, que ora e outra bloqueiam nossas atividades e se tornam barreiras em nosso caminho de ascensão pessoal e social e obstáculos para o nosso crescimento nas virtudes espirituais como o sorriso para as pessoas, a alegria de viver e o otimismo que levanta os deprimidos e encoraja os mais fracos e abatidos. Então, só nos resta o silêncio de quem não sabe o que fazer, qual caminho perseguir, ou a estrada a ser procurada. Vemo-nos nas fronteiras das impossibilidades e nos limites da ausência de alternativas que possam resolver nossas contrariedades e solucionar nossas dúvidas e incertezas. Falta-nos sim espaços para andar, opções para abraçar, motivos para viver, sentido para uma existência agora vazia e sem nada. E só nos resta mesmo o silêncio. Talvez nesse estado sem alternativas e carente de possibilidades eu encontre algo que preencha os meus vazios ou Alguém que dê sentido ao meu ser, pensar e existir. Quem sabe um Deus resolva aparecer e me dar todas as respostas que eu preciso para bem encaminhar minha vida, resolucionar minhas contradições internas e satisfazer meu desejo pela convergência entre pensamento e realidade e a concordância entre consciência e experiência. É possível que surja uma boa idéia. Ou um outro, novo e diferente caminho a seguir. Ou uma via alternativa que alivie minhas tristezas e angústias, apague meus medos e pânicos, dissolva minhas aflições e desesperos, acabe com minha ansiedade, elimine meu estresse exagerado pleno de adversidades interiores e externas.
E só me restou o silêncio.
Que ele seja fértil e apresente-me uma estrada diversa capaz de dar soluções aos meus transtornos mentais e emocionais e aos meus distúrbios físicos e espirituais, materiais e existenciais.
Pode ser que ele abra para mim uma grande esperança.
Renove o meu existir.
E liberte-me das prisões da alma e das escravidões do corpo e do espírito.
E quando esse instante chegar.
Terei paz interior. O Bem e a Bondade me abençoarão.
Respirarei a tranquilidade do ambiente que me envolve.
E apagarei os meus sonhos e fantasias.
E deitarei e dormirei sossegado certo de que Deus me acompanha nesse mundo de silêncio gritador.
Deus, a minha Segurança.
domingo, 25 de março de 2012
Paixão
Apaixonar-se...
Na vida de cada dia, vivemos de paixões...
Apaixonar-se é o sentido da vida.
Nos apaixonamos pelo nosso trabalho de cada momento...
Nos apaixonamos por mulheres...
Nos apaixonamos pela ginástica, pelo futebol no Maracanã, pelo carnaval na Marquês de Sapucaí...
Nos apaixonamos pela vida de todo instante...
Nos apaixonamos pela família que nos protege...
Nos apaixonamos pelo dinheiro que nos sustenta...
Nos apaixonamos pela política que manifesta as nossas ideologias...
Nos apaixonamos pelo sexo que nos realiza e satisfaz...
Nos apaixonamos pelas idéias que produzimos e pelos conhecimentos que compartilhamos...
Nos apaixonamos pelos pobres que ajudamos...
Nos apaixonamos pelas garotas que namoramos e pelas meninas que paqueramos...
Nos apaixonamos por Deus, que fundamenta o nosso ser, pensar e existir...
Nos apaixonamos pela rua em movimento em seu vai e vem de casa para o trabalho e vice-versa...
Nos apaixonamos pela beleza da natureza e pelas maravilhas do universo...
Nos apaixonamos pelos amigos com quem repartimos os nossos interesses, problemas e dificuldades...
Nos apaixonamos pelas crianças e seu sorriso de esperança...
Nos apaixonamos pelos jovens e seu sonho real...
Nos apaixonamos pelos idosos e mais velhos com quem aprendemos a sabedoria da vida e a experiência da existência...
Nos apaixonamos, enfim, pelas nossas gatas cariocas, mais quentes que o sol, mais brilhantes que a luz, mais cheirosas que o perfume...
Nos apaixonamos pelas nossas belas panteras cor de rosa cujo desejo de amor é a paixão mais louca que um homem pode ter...
Nos apaixonamos pelas nossas fêmeas desejadas e apaixonadas, que na loucura do orgasmo nos fazem os machos mais felizes do mundo...
Nos apaixonamos pelas nossas jovens mulheres cujas brasas quentes de amor incendeiam o fogo da nossa paixão e a loucura do nosso desejo...
Assim é a vida.
Não dá pra viver sem paixão.
Não dá pra não ser apaixonado por alguém ou por alguma coisa.
Vivemos de paixões.
A Vida é uma paixão.
E estaremos sempre vivos, de bem com a vida, fazendo o bem e vivendo em paz, quando estivermos realmente sempre apaixonados.
Tal é a razão da existência.
Tal o sentido da vida.
Apaixonar-se...
Eis a energia da vida e a força do amor.
Eis o sentimento mais fundo do ser humano.
Eis o coração de um homem e de uma mulher que se atraem um pelo outro.
Eis a mulher sensível e o homem sentimental.
Unidos pela paixão, a loucura do amor.
Unidos pelo mútuo relacionamento.
Unidos pelo desejo de serem felizes.
Assim é a paixão.
Um desejo louco, um sentimento profundo, a sensibilidade mais funda.
Assim é o coração.
O tempo do desejo e o lugar dos apaixonados.
Assim é a vida.
Uma eterna paixão.
Na vida de cada dia, vivemos de paixões...
Apaixonar-se é o sentido da vida.
Nos apaixonamos pelo nosso trabalho de cada momento...
Nos apaixonamos por mulheres...
Nos apaixonamos pela ginástica, pelo futebol no Maracanã, pelo carnaval na Marquês de Sapucaí...
Nos apaixonamos pela vida de todo instante...
Nos apaixonamos pela família que nos protege...
Nos apaixonamos pelo dinheiro que nos sustenta...
Nos apaixonamos pela política que manifesta as nossas ideologias...
Nos apaixonamos pelo sexo que nos realiza e satisfaz...
Nos apaixonamos pelas idéias que produzimos e pelos conhecimentos que compartilhamos...
Nos apaixonamos pelos pobres que ajudamos...
Nos apaixonamos pelas garotas que namoramos e pelas meninas que paqueramos...
Nos apaixonamos por Deus, que fundamenta o nosso ser, pensar e existir...
Nos apaixonamos pela rua em movimento em seu vai e vem de casa para o trabalho e vice-versa...
Nos apaixonamos pela beleza da natureza e pelas maravilhas do universo...
Nos apaixonamos pelos amigos com quem repartimos os nossos interesses, problemas e dificuldades...
Nos apaixonamos pelas crianças e seu sorriso de esperança...
Nos apaixonamos pelos jovens e seu sonho real...
Nos apaixonamos pelos idosos e mais velhos com quem aprendemos a sabedoria da vida e a experiência da existência...
Nos apaixonamos, enfim, pelas nossas gatas cariocas, mais quentes que o sol, mais brilhantes que a luz, mais cheirosas que o perfume...
Nos apaixonamos pelas nossas belas panteras cor de rosa cujo desejo de amor é a paixão mais louca que um homem pode ter...
Nos apaixonamos pelas nossas fêmeas desejadas e apaixonadas, que na loucura do orgasmo nos fazem os machos mais felizes do mundo...
Nos apaixonamos pelas nossas jovens mulheres cujas brasas quentes de amor incendeiam o fogo da nossa paixão e a loucura do nosso desejo...
Assim é a vida.
Não dá pra viver sem paixão.
Não dá pra não ser apaixonado por alguém ou por alguma coisa.
Vivemos de paixões.
A Vida é uma paixão.
E estaremos sempre vivos, de bem com a vida, fazendo o bem e vivendo em paz, quando estivermos realmente sempre apaixonados.
Tal é a razão da existência.
Tal o sentido da vida.
Apaixonar-se...
Eis a energia da vida e a força do amor.
Eis o sentimento mais fundo do ser humano.
Eis o coração de um homem e de uma mulher que se atraem um pelo outro.
Eis a mulher sensível e o homem sentimental.
Unidos pela paixão, a loucura do amor.
Unidos pelo mútuo relacionamento.
Unidos pelo desejo de serem felizes.
Assim é a paixão.
Um desejo louco, um sentimento profundo, a sensibilidade mais funda.
Assim é o coração.
O tempo do desejo e o lugar dos apaixonados.
Assim é a vida.
Uma eterna paixão.
sábado, 17 de março de 2012
Tranquilidade
Primeiro, minha tranquilidade
Prefiro ficar tranquilo no meu canto enquanto ao meu lado chove um
monte de balas perdidas na guerra entre polícia e bandidos nas ruas do
Rio de Janeiro.
Ainda que os ventos soprem em contrário, manterei a calma interior e o
meu repouso espiritual.
Ainda que a violência se instale dentro de casa ou no meu condomínio,
ou no trabalho que exerço ou no dia a dia de meus afazeres, ações e
atividades, mesmo assim confiarei em Deus, acreditarei na sua Divina
Providência controlando os excessos da minha consciência e as
extravagâncias da minha liberdade.
Ainda que um temporal caia sobre a Cidade e a tempestade destrua tudo
e a todos, continuarei firme na minha fé mais forte que as
turbulências do meio-ambiente e superior aos furacões das noites
endiabradas sem a lua dourada para iluminar as quentes madrugadas.
Ainda que os contrários da vida, as doenças da mente e os distúrbios
da inteligência me incomodem ou atrapalhem minhas atitudes diárias e
noturnas, permanecei sólido nos meus princípios de bondade que eleva,
do bem que exalta e da paz que ameniza as tensões diversas e adversas
e as pressões diferentes e contrárias.
Ainda que o combate da realidade cotidiana insista em me amedrontar,
afligir ou desesperar, ficarei tranquilo como a rocha mais forte das
montanhas do Everest no Sul e Norte da Ásia.
Ainda que as chuvas arrasem as avenidas do meu bairro, ou o
aquecimento global invente as secas e as enchentes de cada dia, noite
e madrugada, estarei rezando descansado certo de que Deus é maior que
a violência da natureza e melhor que os transtornos do universo.
Ainda que minhas garotas me desprezem, ou minhas gatas insistam em me
levar para a cama, ou minhas paqueras desejem arduamente misturar sexo
com bebida, cachaça com guaraná, ou vinho com coca-cola, ainda assim
beijarei santamente minhas namoradas e as abraçarei como seu Príncipe
Encantado louco de amor por elas.
Ainda que os amigos se afastem de mim, ou meus colegas de trabalho
ignorem minhas advertências e minha aspiração por melhores salários e
condições de trabalho razoáveis, mesmo assim hei de continuar lutando
por minha estabilidade, segurança no trabalho e tranquilidade na
família.
Ainda que o mundo acabe, ou o sol não se acenda mais, ou a lua não
brilhe mais nas madrugadas da vida, hei de permanecer fixo na minha
tranquilidade certo de que Alguém gerencia o tempo e governa a
história dos humanos e terrestres.
Então, ficarei tranquilo, porque sei que Deus existe.
Prefiro ficar tranquilo no meu canto enquanto ao meu lado chove um
monte de balas perdidas na guerra entre polícia e bandidos nas ruas do
Rio de Janeiro.
Ainda que os ventos soprem em contrário, manterei a calma interior e o
meu repouso espiritual.
Ainda que a violência se instale dentro de casa ou no meu condomínio,
ou no trabalho que exerço ou no dia a dia de meus afazeres, ações e
atividades, mesmo assim confiarei em Deus, acreditarei na sua Divina
Providência controlando os excessos da minha consciência e as
extravagâncias da minha liberdade.
Ainda que um temporal caia sobre a Cidade e a tempestade destrua tudo
e a todos, continuarei firme na minha fé mais forte que as
turbulências do meio-ambiente e superior aos furacões das noites
endiabradas sem a lua dourada para iluminar as quentes madrugadas.
Ainda que os contrários da vida, as doenças da mente e os distúrbios
da inteligência me incomodem ou atrapalhem minhas atitudes diárias e
noturnas, permanecei sólido nos meus princípios de bondade que eleva,
do bem que exalta e da paz que ameniza as tensões diversas e adversas
e as pressões diferentes e contrárias.
Ainda que o combate da realidade cotidiana insista em me amedrontar,
afligir ou desesperar, ficarei tranquilo como a rocha mais forte das
montanhas do Everest no Sul e Norte da Ásia.
Ainda que as chuvas arrasem as avenidas do meu bairro, ou o
aquecimento global invente as secas e as enchentes de cada dia, noite
e madrugada, estarei rezando descansado certo de que Deus é maior que
a violência da natureza e melhor que os transtornos do universo.
Ainda que minhas garotas me desprezem, ou minhas gatas insistam em me
levar para a cama, ou minhas paqueras desejem arduamente misturar sexo
com bebida, cachaça com guaraná, ou vinho com coca-cola, ainda assim
beijarei santamente minhas namoradas e as abraçarei como seu Príncipe
Encantado louco de amor por elas.
Ainda que os amigos se afastem de mim, ou meus colegas de trabalho
ignorem minhas advertências e minha aspiração por melhores salários e
condições de trabalho razoáveis, mesmo assim hei de continuar lutando
por minha estabilidade, segurança no trabalho e tranquilidade na
família.
Ainda que o mundo acabe, ou o sol não se acenda mais, ou a lua não
brilhe mais nas madrugadas da vida, hei de permanecer fixo na minha
tranquilidade certo de que Alguém gerencia o tempo e governa a
história dos humanos e terrestres.
Então, ficarei tranquilo, porque sei que Deus existe.
sábado, 10 de março de 2012
Geografia da Mulher
Geografia da Mulher
A Alma Feminina em seus detalhes
O que caracteriza hoje a mulher aqui e agora é a sua forte sexualidade e o seu desejo louco de chegar ao orgasmo, o prazer sexual.
Depois, a sua beleza natural, que mostra que não existem mulheres feias, pois todas são lindas diante de Deus e dos homens.
A seguir, a sua profunda sensibilidade, que a torna capaz de sentir as necessidades dos outros, os seus interesses mais fundos e as suas intencionalidades mais verdadeiras.
Após, o seu rico sentimento interior, que a faz possuir virtudes éticas bem consolidadas e uma espiritualidade de tamanhas dimensões que a transforma naturalmente em uma mulher de Deus.
Ainda, a sua força de trabalho e o seu poder de criatividade, razão de suas operações físicas e mentais bem fundamentadas e sentido de seus exercícios racionais, cordiais e experienciais bem estabilizados.
Também, a sua inteligência fecunda, criadora de idéias novas e diferentes e produtora de conhecimentos que fazem a diferença entre os seres da realidade e as coisas da experiência real cotidiana.
Outrossim, a sua educação moral onde sobressaem o respeito às pessoas ao seu lado e ao seu redor, e a responsabilidade em construir o bem e a paz que nos libertam e renovam, e nos abrem para a felicidade mais rica, mais completa e mais perfeita.
A sua maternidade, eis um dos caracteres mais importantes da mulher, possibilitadora da alegria do casal, da reprodução familiar e da continuidade da espécie humana.
O seu jeito de ser, o seu modo de viver e a sua maneira de fazer as coisas, eis o seu carisma privilegiado, que atrai o amor dos homens, que cativa os parceiros de cama e contagia os seus companheiros de vida e caminhada, além de propiciar a criação de colegas de trabalho que participam de sua intimidade e comungam com a sua natureza livre e feliz.
A sua solidariedade e capacidade fraterna de ajudar as pessoas em torno de si, a sua potencialidade viva de se relacionar bem com grupos e indivíduos, a sua alternativa predileta de interagir com quem lhe faz bem e é bom para ela, e a sua possibilidade de compartilhar com outros de sua confiança os seus interesses mais secretos, os seus sentimentos mais espertos, os seus valores mais sérios, autênticos e transparentes, as suas virtudes mais belas e bonitas, e as suas vivências e experiências de amor e sexo com outros, os seus machos de plantão e de rotina cotidiana, são mais alguns elementos de sua constituição feminina e de seu ambiente de relações e produções reais e atuais, temporais e históricas, locais e regionais, globais e universais.
A sua atividade produtiva capaz de resolver os mais diferentes problemas da realidade e de solucionar os mais diversos e até adversos questionamentos de sua vida íntima e de sua existência familiar, social e comunitária, também são propriedades que definem o seu universo cheio de opções naturais, de alternativas culturais e de possibilidades políticas, econômicas e sociais.
O seu aconselhamento psicológico e espiritual, que colabora com a boa saúde das pessoas e o bem-estar da humanidade.
Enfim, a sua atitude de equilíbrio em seus relacionamentos mais variados, o seu bom-senso comportamental, o controle de sua mente e de suas emoções e o domínio de si mesma, eis a mulher madura, responsável, direita e de respeito.
Sem falar é claro da mulher de fé que coloca Deus em primeiro lugar na sua vida de cada dia.
Eis portanto a geografia da mulher de nossos dias atuais, sempre romântica, sensível e sentimental, louca e apaixonada pelos homens, de desejos ardentes e amores quentes, a profissional de diferentes cargos e funções no mercado de trabalho, a vocacionada para o amor e o sexo, a bela pessoa humana que ela representa para toda a sociedade.
A Alma Feminina em seus detalhes
O que caracteriza hoje a mulher aqui e agora é a sua forte sexualidade e o seu desejo louco de chegar ao orgasmo, o prazer sexual.
Depois, a sua beleza natural, que mostra que não existem mulheres feias, pois todas são lindas diante de Deus e dos homens.
A seguir, a sua profunda sensibilidade, que a torna capaz de sentir as necessidades dos outros, os seus interesses mais fundos e as suas intencionalidades mais verdadeiras.
Após, o seu rico sentimento interior, que a faz possuir virtudes éticas bem consolidadas e uma espiritualidade de tamanhas dimensões que a transforma naturalmente em uma mulher de Deus.
Ainda, a sua força de trabalho e o seu poder de criatividade, razão de suas operações físicas e mentais bem fundamentadas e sentido de seus exercícios racionais, cordiais e experienciais bem estabilizados.
Também, a sua inteligência fecunda, criadora de idéias novas e diferentes e produtora de conhecimentos que fazem a diferença entre os seres da realidade e as coisas da experiência real cotidiana.
Outrossim, a sua educação moral onde sobressaem o respeito às pessoas ao seu lado e ao seu redor, e a responsabilidade em construir o bem e a paz que nos libertam e renovam, e nos abrem para a felicidade mais rica, mais completa e mais perfeita.
A sua maternidade, eis um dos caracteres mais importantes da mulher, possibilitadora da alegria do casal, da reprodução familiar e da continuidade da espécie humana.
O seu jeito de ser, o seu modo de viver e a sua maneira de fazer as coisas, eis o seu carisma privilegiado, que atrai o amor dos homens, que cativa os parceiros de cama e contagia os seus companheiros de vida e caminhada, além de propiciar a criação de colegas de trabalho que participam de sua intimidade e comungam com a sua natureza livre e feliz.
A sua solidariedade e capacidade fraterna de ajudar as pessoas em torno de si, a sua potencialidade viva de se relacionar bem com grupos e indivíduos, a sua alternativa predileta de interagir com quem lhe faz bem e é bom para ela, e a sua possibilidade de compartilhar com outros de sua confiança os seus interesses mais secretos, os seus sentimentos mais espertos, os seus valores mais sérios, autênticos e transparentes, as suas virtudes mais belas e bonitas, e as suas vivências e experiências de amor e sexo com outros, os seus machos de plantão e de rotina cotidiana, são mais alguns elementos de sua constituição feminina e de seu ambiente de relações e produções reais e atuais, temporais e históricas, locais e regionais, globais e universais.
A sua atividade produtiva capaz de resolver os mais diferentes problemas da realidade e de solucionar os mais diversos e até adversos questionamentos de sua vida íntima e de sua existência familiar, social e comunitária, também são propriedades que definem o seu universo cheio de opções naturais, de alternativas culturais e de possibilidades políticas, econômicas e sociais.
O seu aconselhamento psicológico e espiritual, que colabora com a boa saúde das pessoas e o bem-estar da humanidade.
Enfim, a sua atitude de equilíbrio em seus relacionamentos mais variados, o seu bom-senso comportamental, o controle de sua mente e de suas emoções e o domínio de si mesma, eis a mulher madura, responsável, direita e de respeito.
Sem falar é claro da mulher de fé que coloca Deus em primeiro lugar na sua vida de cada dia.
Eis portanto a geografia da mulher de nossos dias atuais, sempre romântica, sensível e sentimental, louca e apaixonada pelos homens, de desejos ardentes e amores quentes, a profissional de diferentes cargos e funções no mercado de trabalho, a vocacionada para o amor e o sexo, a bela pessoa humana que ela representa para toda a sociedade.
domingo, 4 de março de 2012
O Ser e o Vazio 2
O Ser e o Vazio
1
A Essência é o Nada
A Existência humana e sua realidade cotidiana nos apresentam os conteúdos do ser natural e universal, e os detalhes de sua essência globalizadora e as diferenças de sua substância totalizante.
À margem desses conteúdos pensantes, discernentes e cognoscentes está o vazio da vida indefinida e o nada dos ambientes indeterminados.
No vazio do ser, a irrealidade de um viver sem sentido e a irracionalidade de um existir sem razões suficientes para se constituir, se propagar, se consolidar e se estabilizar.
Ali, o nada é a presença, o vazio é a essência, o silêncio é a transparência, a ausência é a consciência, a falta é o todo, o abismo é o mais fundo da realidade e o mais profundo da eternidade.
Sim, entre as fronteiras do ser e suas manifestações simbólicas e imaginárias, eidéticas e eustáticas, intencionais e insofismáticas, vivenciais e experienciais, e os limites do nada que nada para o mergulho no oceano das coisas vazias e dos seres faltantes, das instâncias silenciosas e das aparências ausentes, se encontram as relações entre as pessoas, as suas conexões internas e externas, a sua interatividade com a realidade, o tempo e a história, o seu compartilhamento de tudo o que é bom e faz bem à vida humana, à natureza criada e ao universo gerado, a cooperação mútua entre grupos e indivíduos que comungam das mesmas idéias e conhecimentos e participam dos mesmos interesses em jogo, a colaboração recíproca entre comunidades distantes e sociedades locais, regionais e globais, o intercâmbio de atividades conscientes e de exercícios reais e racionais, temporais e históricos.
A Realidade da experiência cotidiana nos oferece essa possibilidade de vida e essa alternativa de trabalho: ser mediadores entre o ser e o vazio, intérpretes das concordâncias ou não entre a essência e o nada, visualizadores das discórdias ou não entre a substância vivente e o vácuo sem alma.
Somos pois na vida intercessores junto a Deus, realizando e construindo o ser, o pensar e o existir, e ignorando e destruindo os antagonismos da existência, as antinomias da humanidade, as contradições da vida, as adversidades da realidade e as contrariedades da consciência, da experiência e da existência, identificados com a cultura do mal, da morte e da violência e com uma mentalidade que despreza a saúde das pessoas e o bem-estar pessoal e social.
Nessas relações de vida, que fazem a conexão entre o ser e o vazio, se acha a energia vital, a dinâmica do mundo, o movimento da natureza e o processo de vida móvel do universo.
Somos relações vivas.
Vivemos em situações intercambiantes.
Existimos a partir de interatividades que se completam e em função de compartilhamentos que se enriquecem e aperfeiçoam na ajuda de uns aos outros.
Somos operações interdependentes.
Tal verdade real nos afasta de uma vida sem sentido.
Então, o vazio foge de nós e o ser se enche de conteúdo humano e natural.
Até as pedras se integram dentro dessa realidade interativa.
Tornam-se pedras vivas.
Ajudam na construção do edifício do bem e da paz, o principal conteúdo do ser.
Somos essas pedras vivas, produzindo no seio das sociedades humanas a fraternidade universal e a solidariedade entre os povos.
É como se Deus viesse habitar no meio de nós.
Ele, o Ser sem vazio.
2
O Silêncio da Madrugada
Acredito que esse tempo que se chama madrugada tenha um segredo de sucesso e um estado de felicidade, que, através do silêncio interno e externo, nos conduz ao sono tranquilo, ao ordenamento da mente e à organização de nossas idéias, disciplinando nosso corpo cansado, renovando nossa atividade celular, sanguínea e orgânica, reestruturando todas as funções de nossos órgãos, aparelhos e sistemas, o que reflete para nós como o silêncio é fértil, condutor de nós para caminhos de paz interior e de bondade nos relacionamentos e virtude em nossas atitudes cotidianas, salientando-nos que esse silenciar de nossa alma vem de um profundo instante de deserto, quando superando solidões, tristezas e angústias, e atravessando os vazios da realidade e os nadas da existência conseguimos estruturar a nossa vida e sistematizar nossas práticas de cada hora, minuto e segundo. De fato, por meio do deserto da madrugada, e suas virtudes de silêncio apaziguante e de vazio calmante e de nada tranquilizante, reativamos nossas energias e refazemos nossas forças, e nos animamos para o dia seguinte, continuando a construir virtudes e boas ações, consequência de uma noite de deserto, de uma obscuridade em silêncio, de umas trevas esvaziantes e de uma madrugada nadante, onde nadamos do nada, pelo nada e para o nada. Tal realidade nadante é a fonte da nossa inesgotável riqueza de vida, reprodutora do bem que fazemos e da paz que vivemos, dos trabalhos que desempenhamos todos os dias e das atividades que restauramos em cada circunstância vivida, a todo momento e a cada instante praticado. Deste modo, o silêncio faz de nossas madrugadas a base de nosso edifício de vida quando geramos uma estrada de otimismos e positividades para toda a sociedade. Sim, esvaziar-se nos faz fecundos, fundos e profundos. Somos seres nadantes. Porque a vida é o oceano do silêncio, princípio de todas as coisas e origem de todos os seres.
3
A Vida em Metamorfose
As transformações sociais e culturais, políticas e econômicas, da vida moderna também afetam a nossa interioridade, causando vazios na consciência quando esta busca sua autenticidade, sua verdade ontológica e transcendental, ou sua transparência ética e espiritual. Esses gargalos mentais manifestam os buracos da inteligência onde penetram as nossas ausências na família ou no trabalho, as nossas carências afetivas e sentimentais, as nossas dependências interpessoais e as nossas incongruências lógicas, críticas e dialéticas, o que nos faz muitas vezes ecléticos diante do cotidiano ou insofismáticos perante uma realidade que insiste em preencher os nossos nadas do corpo e da alma, da mente e do espírito, causando-nos quase sempre náuseas biológicas e insatisfação psicológica, visto ainda não nos acostumarmos com as ococidades de nosso pensamento envolto por fenômenos ideológicos, que conseguem refletir a nossa parcial ambiência doentia quando é claro esses reflexos internos de nossa alma assumem posturas patológicas contagiando a nós e os outros, prisioneiros de nossos esvaziamentos ou escravos de nossas cadeias do ser que nos envolve. Assim, nossa existência de cada dia e de toda noite começa a viver daqueles traumas do espírito e suas frustrações encontradas nas experiências de nossas atitudes pensadas e impensadas. Logo, nossas metamorfoses cotidianas igualmente contaminam nossa realidade espiritual, que então se torna vazia de conteúdos que realmente interessam ao nosso interior. Então, sofremos com essas carências internas. Nosso ser esvazia-se profundamente.
4
O Nada existe
Hoje de tarde, depois do almoço, seitei-me no sofá da sala de estar do meu apartamento para descansar um pouco e refletir sobre a vida e o trabalho, as pessoas e a sociedade, o movimento das ruas, a confusão dos supermercados e shoppings do bairro, a violência de bandidos e policiais em choque, as balas perdidas voando nas praças e avenidas da Cidade, o silêncio e a natureza dos campos, as boas relações entre as pessoas, minhas paqueras de sempre, minhas namoradas de plantão, o cotidiano carregado de problemas, conflitos e dificuldades, sonhos e realidade, desejos e necessidades, o tempo e a história, e o além na eternidade. Então fiz silêncio, Do meu lado, ouvi passarinhos cantando, os vizinhos brigando, o som das caixas dágua se movimentando, os gritos de crianças brincando e o bate-papo alegre e sábio de velhinhos e aposentados conversando como se estivessem de bem com a vida e em paz com as pessoas em seu entorno. Observei que no fundo do pensamento, na calma da alma e na tranquilidade do espírito, algo insistia em falar, mas que não era ouvido nem percebido, e apesar de ser ignorado tinha voz e queria vez nos ouvidos dos homens e nos olhares românticos das mulheres. Não sei o que era. Era alguma coisa que não conseguia identificar, contudo tinha vida, parecia desejar insistir em viver, existir e se manifestar a alguém. Gritava mas não escutava. Dizia algo mas acho que não dava para ouvir direito suas palavras e mensagem. Foi então que subitamente descobri que não era nada. Ou que era simplesmente o vazio das profundidades do ser e o nada das essências da realidade. Estava dentro do cotidiano, entretanto sua voz conseguia estar apagada, eram negros seus dizeres, ficavam mortas as suas palavras. Quem sabe um cemitério andante investido de velórios constantes e enterros permanentes. Mas não era nada. Sim, o nada existia. Seu manifesto se fez silêncio. No silêncio, acordei para aquela realidade. O Nada existe e é real.
5
Hoje, esvaziei-me
Em casa, quando o silêncio tomou conta de mim, ignorei meus instantes na rua ou minha presença junto à família ou minha insistência no trabalho, e ausentei-me de mim mesmo, me esqueci do meu eu, e então ouvi lá fora o barulho dos carros gritando ruídos sem cessar, os passarinhos cantando uma linda melodia de entardecer, as pessoas e os vizinhos conversando como se estivessem em um botequim, as bombas de água do edifício onde moro soltando sons elevados como o rugir dos leões em plena floresta da África Setentrional. Eram 4 horas da tarde. Sentia-me oco por dentro e por fora. O Nada mergulhou em mim de um tal modo que minha consciência parecia não ter fenômenos mentais, meu pensamento estava sem idéias, meus conhecimentos desapareceram simplesmente, e olhei-me e me vi nu dentro do meu quarto de dormir. E olhava para as paredes tentando encontrar uma saída para aquele vazio profundo onde o silêncio vociferava alto e o nada insistia em se apossar de mim. Ali, encontrava-me dentro do oceano de uma existência carente, sem sentido algum, angustiada e triste, sem razões aparentes para se constituir em realidade cotidiana. Não havia significado para aquele momento. Via-me burro. Não entendia nada. As paredes talvez quisessem me falar alguma coisa. Então, pensei em Alguém Superior que pudesse me ajudar a sair daquela situação de crise espiritual, antes que o medo da vida se achegasse a mim, ou a aflição e o desespero se atirassem perante o meu corpo cansado, a minha alma fadigada e a minha mente esgotada de tanto tentar saber o que então estava acontecendo comigo. Estava nu espiritualmente. Surpreendentemente, uma luz interior sacudiu o meu espírito e acordei do meu sono metafísico. Novamente, brilhava a minha inteligência. E foi assim que fugi daquela prisão interna e deixei a escravidão da minha alma. Era Alguém que tocava o meu ser, movia o meu pensamento em lágrimas, e transformava para melhor aquelas circunstâncias indefinidas de realidades indeterminadas. Sai da confusão mental e emocional e outra vez voltei ao meu ego, agora controlador do meu íntimo e dominador das minhas experiências de dentro e de fora. E ao anoitecer lembrei-me de Deus, e em paz adormeceu a minha vida. No vazio, Alguém apareceu. Não sei o seu nome. Mas posso chamá-Lo de luz. Ele iluminou-me naqueles minutos e segundos de terror. O Terror da alma.
6
Precisamos da solidão
Estar sozinho ontem como hoje é uma necessidade humana primordial ainda que nossas atividades cotidianas se encontrem com muita gente ao nosso redor visto que nossa privacidade precisa ter voz e vez diante do barulho do mundo quando então ordenamos a nossa mente, podemos cuidar de nossas coisas pessoais, disciplinamos nosso dia a dia e organizamos tudo que faz parte de nossa realidade interna e externa. Faz-nos bem a solidão. É imprescindível de vez em quando estarmos a sós, fazermos silêncio e deixarmos o Espírito Superior nos falar da intimidade do ser, da essência do pensamento e da substância da existência, a fim de que levemos nossa vida com transparência de consciência e com a verdade de nossa interioridade. Deus gosta de conversar conosco, e nada melhor que o silêncio para que isso ocorra em nossa realidade de cada dia e de toda noite. É preciso nos calar, silenciar, e no vazio da realidade dialogar com Alguém maior e melhor que nós. Ao fazermos isso, cresceremos em autenticidade, teremos a tendência do equilíbrio nas ações e o bom-senso nas coisas, saberemos discernir o bem do mal, e livremente optarmos por aquilo que é bom para nós e nos faz bem cotidianamente. Assim deve ser a nossa vida diária. Feita igualmente de instantes solitários para que o nosso convívio humano e social tenha mais verdade, mais profundidade de relacionamento, mais raizes de conteúdos incentivadores de nosso comportamento de todos os dias. Saberemos pois desta maneira viver com essência a nossa existência, e fazer de nosso cotidiano uma passarela de bondade, equilíbrio e otimismo, virtudes essas adquiridas quando o vazio da solidão grita mais alto em nossa vida. É bom estar só.
7
O Mergulho no Vácuo
Há situações na vida cotidiana em que nos encontramos incertos, duvidosos e indecisos nas nossas tarefas diárias, ou inquietos, instáveis e inseguros nas nossas atitudes e relacionamentos, ou então o medo se apossa de nós, a aflição invade a nossa alma e o nosso espírito fica confuso sem encontrar uma saida ou uma resposta para nossos problemas existenciais, nossas dificuldades na rua, na família e no trabalho, nossos conflitos de consciência e nossas contrariedades físicas e mentais, emocionais e psicológicas, até atingir o interior da realidade quando geramos violência e agressividade em torno de nós. Tais circunstâncias de dúvida e indefinição, incerteza e indeterminação podem configurar um estado de vácuo em nossa interioridade, porque nos percebemos esvaziados espiritualmente, sozinhos no mundo, cercados de inimigos por todos os lados, e então todos se fazem nossos adversários criticando nossas ações pessoais e coletivas, questionando as nossas maneiras de ser, pensar e agir, interrogando-nos constantemente sobre nossas relações amorosas, cordiais e sentimentais, ou ainda nos excluindo de seu convívio e nos expulsando de sua companhia. Nesses instantes confusos e complicados, nos vemos sozinhos, sem nada nem ninguém, todos fogem de nós, o universo conspira contra nosso jeito de viver e a natureza parece entrar em contradição conosco mesmo problematizando nosso dia a dia, criando crises psicossociais, isolamento e confusão de idéias, ausência de valores seguros e carência de princípios estáveis, necessários e absolutos. Esse estado de crise psicológica faz-nos mergulhar no vazio da existência e o vácuo passa a ser a nossa única alternativa de valor, a nossa atitude diante dos problemas, a nossa realidade interna e externa. Nesses momentos críticos e dialéticos, urge nos firmar em antigos princípios e abraçar valores tradicionais como garantia de boa orientação para o nosso cotidiano e fundamento para a nossa tranquilidade interior e estabilidade emocional. Perante essa realidade de metamorfoses permanentes, buscamos nos encontrar, achar respostas para tantas dúvidas e procurar soluções para muitas controvérsias da mente, que afetam o corpo, contagiam a alma e insatisfazem o espírito. Talvez a idéia de Deus nos traga segurança nessa hora. Ou a presença de amigos nos acalmem de uma vez por todas. Ou mesmo circundados por mulheres e pessoas de confiança conseguimos alterar esse quadro negro existencial, e enfim repousar na paz interior e no descanso do espírito. É preciso juizo então, ter equilíbrio na cabeça e bom-senso com as coisas e atividades que nos envolvem. Um pouco de otimismo também pode nos ajudar. Todavia, o mais importante é cultivarmos ora atitudes de bondade, de concórdia e convergência, praticando o bem e convivendo em paz uns com os outros. Que nessas condições a violência não tome conta nunca de nós. Urge paciência e equilíbrio, virtudes básicas para superar o vácuo em nossa vida de todos os dias e todas as noites. Tenhamos fé. Rezemos. E que Deus nos ajude nessa hora.
8
Sozinhos muitas vezes
O Vazio se torna uma realidade constante na nossa vida de cada dia e de toda noite quando raras vezes nos vemos sozinhos diante dos problemas, lidando com os conflitos na família, na rua e no trabalho, assumindo dificuldades em nossos relacionamentos e atitudes perante as pessoas do cotidiano. Então, mergulhamos no nada, o silêncio parece ser a nossa única realidade, tudo se confunde e todos passam a ser uma indefinição na nossa existência diária e noturna, o que faz a realidade indeterminar-se e nós assim perdidos em um universo agora complicado, talvez sem sentido algum, sem o significado de uma vida que deveria ser vivida com otimismo e equilíbrio, profundidade e entusiasmo, abundância e fecundidade. Todavia, eis que estamos sós em frente a um mundo violento, de gente agressiva que só quer o nosso prejuizo financeiro, o nosso mal-estar psicológico e social, a nossa queda dentro e fora da realidade de todos dias e todas as noites. Ora, então, urge acordar e fugir desses instantes de depressão e aflição, superar o desespero e o pânico que muitas vezes toma conta de nós, ultrapassar o medo e a ansiedade de uma vida conflitante e contraditória, ultrapassar os antagonismos, distúrbios e transtornos de uma mente e de uma experiência que não se entendem, se chocam permanentemente, exigindo de nós coragem para mudar, transformar para melhor essa situação diversa e adversa, diferente e contrária, e deste modo mergulharmos em uma outra e nova realidade de boa saúde na consciência, material e espiritual. Que Deus nos ajude nessa hora de contrários.
1
A Essência é o Nada
A Existência humana e sua realidade cotidiana nos apresentam os conteúdos do ser natural e universal, e os detalhes de sua essência globalizadora e as diferenças de sua substância totalizante.
À margem desses conteúdos pensantes, discernentes e cognoscentes está o vazio da vida indefinida e o nada dos ambientes indeterminados.
No vazio do ser, a irrealidade de um viver sem sentido e a irracionalidade de um existir sem razões suficientes para se constituir, se propagar, se consolidar e se estabilizar.
Ali, o nada é a presença, o vazio é a essência, o silêncio é a transparência, a ausência é a consciência, a falta é o todo, o abismo é o mais fundo da realidade e o mais profundo da eternidade.
Sim, entre as fronteiras do ser e suas manifestações simbólicas e imaginárias, eidéticas e eustáticas, intencionais e insofismáticas, vivenciais e experienciais, e os limites do nada que nada para o mergulho no oceano das coisas vazias e dos seres faltantes, das instâncias silenciosas e das aparências ausentes, se encontram as relações entre as pessoas, as suas conexões internas e externas, a sua interatividade com a realidade, o tempo e a história, o seu compartilhamento de tudo o que é bom e faz bem à vida humana, à natureza criada e ao universo gerado, a cooperação mútua entre grupos e indivíduos que comungam das mesmas idéias e conhecimentos e participam dos mesmos interesses em jogo, a colaboração recíproca entre comunidades distantes e sociedades locais, regionais e globais, o intercâmbio de atividades conscientes e de exercícios reais e racionais, temporais e históricos.
A Realidade da experiência cotidiana nos oferece essa possibilidade de vida e essa alternativa de trabalho: ser mediadores entre o ser e o vazio, intérpretes das concordâncias ou não entre a essência e o nada, visualizadores das discórdias ou não entre a substância vivente e o vácuo sem alma.
Somos pois na vida intercessores junto a Deus, realizando e construindo o ser, o pensar e o existir, e ignorando e destruindo os antagonismos da existência, as antinomias da humanidade, as contradições da vida, as adversidades da realidade e as contrariedades da consciência, da experiência e da existência, identificados com a cultura do mal, da morte e da violência e com uma mentalidade que despreza a saúde das pessoas e o bem-estar pessoal e social.
Nessas relações de vida, que fazem a conexão entre o ser e o vazio, se acha a energia vital, a dinâmica do mundo, o movimento da natureza e o processo de vida móvel do universo.
Somos relações vivas.
Vivemos em situações intercambiantes.
Existimos a partir de interatividades que se completam e em função de compartilhamentos que se enriquecem e aperfeiçoam na ajuda de uns aos outros.
Somos operações interdependentes.
Tal verdade real nos afasta de uma vida sem sentido.
Então, o vazio foge de nós e o ser se enche de conteúdo humano e natural.
Até as pedras se integram dentro dessa realidade interativa.
Tornam-se pedras vivas.
Ajudam na construção do edifício do bem e da paz, o principal conteúdo do ser.
Somos essas pedras vivas, produzindo no seio das sociedades humanas a fraternidade universal e a solidariedade entre os povos.
É como se Deus viesse habitar no meio de nós.
Ele, o Ser sem vazio.
2
O Silêncio da Madrugada
Acredito que esse tempo que se chama madrugada tenha um segredo de sucesso e um estado de felicidade, que, através do silêncio interno e externo, nos conduz ao sono tranquilo, ao ordenamento da mente e à organização de nossas idéias, disciplinando nosso corpo cansado, renovando nossa atividade celular, sanguínea e orgânica, reestruturando todas as funções de nossos órgãos, aparelhos e sistemas, o que reflete para nós como o silêncio é fértil, condutor de nós para caminhos de paz interior e de bondade nos relacionamentos e virtude em nossas atitudes cotidianas, salientando-nos que esse silenciar de nossa alma vem de um profundo instante de deserto, quando superando solidões, tristezas e angústias, e atravessando os vazios da realidade e os nadas da existência conseguimos estruturar a nossa vida e sistematizar nossas práticas de cada hora, minuto e segundo. De fato, por meio do deserto da madrugada, e suas virtudes de silêncio apaziguante e de vazio calmante e de nada tranquilizante, reativamos nossas energias e refazemos nossas forças, e nos animamos para o dia seguinte, continuando a construir virtudes e boas ações, consequência de uma noite de deserto, de uma obscuridade em silêncio, de umas trevas esvaziantes e de uma madrugada nadante, onde nadamos do nada, pelo nada e para o nada. Tal realidade nadante é a fonte da nossa inesgotável riqueza de vida, reprodutora do bem que fazemos e da paz que vivemos, dos trabalhos que desempenhamos todos os dias e das atividades que restauramos em cada circunstância vivida, a todo momento e a cada instante praticado. Deste modo, o silêncio faz de nossas madrugadas a base de nosso edifício de vida quando geramos uma estrada de otimismos e positividades para toda a sociedade. Sim, esvaziar-se nos faz fecundos, fundos e profundos. Somos seres nadantes. Porque a vida é o oceano do silêncio, princípio de todas as coisas e origem de todos os seres.
3
A Vida em Metamorfose
As transformações sociais e culturais, políticas e econômicas, da vida moderna também afetam a nossa interioridade, causando vazios na consciência quando esta busca sua autenticidade, sua verdade ontológica e transcendental, ou sua transparência ética e espiritual. Esses gargalos mentais manifestam os buracos da inteligência onde penetram as nossas ausências na família ou no trabalho, as nossas carências afetivas e sentimentais, as nossas dependências interpessoais e as nossas incongruências lógicas, críticas e dialéticas, o que nos faz muitas vezes ecléticos diante do cotidiano ou insofismáticos perante uma realidade que insiste em preencher os nossos nadas do corpo e da alma, da mente e do espírito, causando-nos quase sempre náuseas biológicas e insatisfação psicológica, visto ainda não nos acostumarmos com as ococidades de nosso pensamento envolto por fenômenos ideológicos, que conseguem refletir a nossa parcial ambiência doentia quando é claro esses reflexos internos de nossa alma assumem posturas patológicas contagiando a nós e os outros, prisioneiros de nossos esvaziamentos ou escravos de nossas cadeias do ser que nos envolve. Assim, nossa existência de cada dia e de toda noite começa a viver daqueles traumas do espírito e suas frustrações encontradas nas experiências de nossas atitudes pensadas e impensadas. Logo, nossas metamorfoses cotidianas igualmente contaminam nossa realidade espiritual, que então se torna vazia de conteúdos que realmente interessam ao nosso interior. Então, sofremos com essas carências internas. Nosso ser esvazia-se profundamente.
4
O Nada existe
Hoje de tarde, depois do almoço, seitei-me no sofá da sala de estar do meu apartamento para descansar um pouco e refletir sobre a vida e o trabalho, as pessoas e a sociedade, o movimento das ruas, a confusão dos supermercados e shoppings do bairro, a violência de bandidos e policiais em choque, as balas perdidas voando nas praças e avenidas da Cidade, o silêncio e a natureza dos campos, as boas relações entre as pessoas, minhas paqueras de sempre, minhas namoradas de plantão, o cotidiano carregado de problemas, conflitos e dificuldades, sonhos e realidade, desejos e necessidades, o tempo e a história, e o além na eternidade. Então fiz silêncio, Do meu lado, ouvi passarinhos cantando, os vizinhos brigando, o som das caixas dágua se movimentando, os gritos de crianças brincando e o bate-papo alegre e sábio de velhinhos e aposentados conversando como se estivessem de bem com a vida e em paz com as pessoas em seu entorno. Observei que no fundo do pensamento, na calma da alma e na tranquilidade do espírito, algo insistia em falar, mas que não era ouvido nem percebido, e apesar de ser ignorado tinha voz e queria vez nos ouvidos dos homens e nos olhares românticos das mulheres. Não sei o que era. Era alguma coisa que não conseguia identificar, contudo tinha vida, parecia desejar insistir em viver, existir e se manifestar a alguém. Gritava mas não escutava. Dizia algo mas acho que não dava para ouvir direito suas palavras e mensagem. Foi então que subitamente descobri que não era nada. Ou que era simplesmente o vazio das profundidades do ser e o nada das essências da realidade. Estava dentro do cotidiano, entretanto sua voz conseguia estar apagada, eram negros seus dizeres, ficavam mortas as suas palavras. Quem sabe um cemitério andante investido de velórios constantes e enterros permanentes. Mas não era nada. Sim, o nada existia. Seu manifesto se fez silêncio. No silêncio, acordei para aquela realidade. O Nada existe e é real.
5
Hoje, esvaziei-me
Em casa, quando o silêncio tomou conta de mim, ignorei meus instantes na rua ou minha presença junto à família ou minha insistência no trabalho, e ausentei-me de mim mesmo, me esqueci do meu eu, e então ouvi lá fora o barulho dos carros gritando ruídos sem cessar, os passarinhos cantando uma linda melodia de entardecer, as pessoas e os vizinhos conversando como se estivessem em um botequim, as bombas de água do edifício onde moro soltando sons elevados como o rugir dos leões em plena floresta da África Setentrional. Eram 4 horas da tarde. Sentia-me oco por dentro e por fora. O Nada mergulhou em mim de um tal modo que minha consciência parecia não ter fenômenos mentais, meu pensamento estava sem idéias, meus conhecimentos desapareceram simplesmente, e olhei-me e me vi nu dentro do meu quarto de dormir. E olhava para as paredes tentando encontrar uma saída para aquele vazio profundo onde o silêncio vociferava alto e o nada insistia em se apossar de mim. Ali, encontrava-me dentro do oceano de uma existência carente, sem sentido algum, angustiada e triste, sem razões aparentes para se constituir em realidade cotidiana. Não havia significado para aquele momento. Via-me burro. Não entendia nada. As paredes talvez quisessem me falar alguma coisa. Então, pensei em Alguém Superior que pudesse me ajudar a sair daquela situação de crise espiritual, antes que o medo da vida se achegasse a mim, ou a aflição e o desespero se atirassem perante o meu corpo cansado, a minha alma fadigada e a minha mente esgotada de tanto tentar saber o que então estava acontecendo comigo. Estava nu espiritualmente. Surpreendentemente, uma luz interior sacudiu o meu espírito e acordei do meu sono metafísico. Novamente, brilhava a minha inteligência. E foi assim que fugi daquela prisão interna e deixei a escravidão da minha alma. Era Alguém que tocava o meu ser, movia o meu pensamento em lágrimas, e transformava para melhor aquelas circunstâncias indefinidas de realidades indeterminadas. Sai da confusão mental e emocional e outra vez voltei ao meu ego, agora controlador do meu íntimo e dominador das minhas experiências de dentro e de fora. E ao anoitecer lembrei-me de Deus, e em paz adormeceu a minha vida. No vazio, Alguém apareceu. Não sei o seu nome. Mas posso chamá-Lo de luz. Ele iluminou-me naqueles minutos e segundos de terror. O Terror da alma.
6
Precisamos da solidão
Estar sozinho ontem como hoje é uma necessidade humana primordial ainda que nossas atividades cotidianas se encontrem com muita gente ao nosso redor visto que nossa privacidade precisa ter voz e vez diante do barulho do mundo quando então ordenamos a nossa mente, podemos cuidar de nossas coisas pessoais, disciplinamos nosso dia a dia e organizamos tudo que faz parte de nossa realidade interna e externa. Faz-nos bem a solidão. É imprescindível de vez em quando estarmos a sós, fazermos silêncio e deixarmos o Espírito Superior nos falar da intimidade do ser, da essência do pensamento e da substância da existência, a fim de que levemos nossa vida com transparência de consciência e com a verdade de nossa interioridade. Deus gosta de conversar conosco, e nada melhor que o silêncio para que isso ocorra em nossa realidade de cada dia e de toda noite. É preciso nos calar, silenciar, e no vazio da realidade dialogar com Alguém maior e melhor que nós. Ao fazermos isso, cresceremos em autenticidade, teremos a tendência do equilíbrio nas ações e o bom-senso nas coisas, saberemos discernir o bem do mal, e livremente optarmos por aquilo que é bom para nós e nos faz bem cotidianamente. Assim deve ser a nossa vida diária. Feita igualmente de instantes solitários para que o nosso convívio humano e social tenha mais verdade, mais profundidade de relacionamento, mais raizes de conteúdos incentivadores de nosso comportamento de todos os dias. Saberemos pois desta maneira viver com essência a nossa existência, e fazer de nosso cotidiano uma passarela de bondade, equilíbrio e otimismo, virtudes essas adquiridas quando o vazio da solidão grita mais alto em nossa vida. É bom estar só.
7
O Mergulho no Vácuo
Há situações na vida cotidiana em que nos encontramos incertos, duvidosos e indecisos nas nossas tarefas diárias, ou inquietos, instáveis e inseguros nas nossas atitudes e relacionamentos, ou então o medo se apossa de nós, a aflição invade a nossa alma e o nosso espírito fica confuso sem encontrar uma saida ou uma resposta para nossos problemas existenciais, nossas dificuldades na rua, na família e no trabalho, nossos conflitos de consciência e nossas contrariedades físicas e mentais, emocionais e psicológicas, até atingir o interior da realidade quando geramos violência e agressividade em torno de nós. Tais circunstâncias de dúvida e indefinição, incerteza e indeterminação podem configurar um estado de vácuo em nossa interioridade, porque nos percebemos esvaziados espiritualmente, sozinhos no mundo, cercados de inimigos por todos os lados, e então todos se fazem nossos adversários criticando nossas ações pessoais e coletivas, questionando as nossas maneiras de ser, pensar e agir, interrogando-nos constantemente sobre nossas relações amorosas, cordiais e sentimentais, ou ainda nos excluindo de seu convívio e nos expulsando de sua companhia. Nesses instantes confusos e complicados, nos vemos sozinhos, sem nada nem ninguém, todos fogem de nós, o universo conspira contra nosso jeito de viver e a natureza parece entrar em contradição conosco mesmo problematizando nosso dia a dia, criando crises psicossociais, isolamento e confusão de idéias, ausência de valores seguros e carência de princípios estáveis, necessários e absolutos. Esse estado de crise psicológica faz-nos mergulhar no vazio da existência e o vácuo passa a ser a nossa única alternativa de valor, a nossa atitude diante dos problemas, a nossa realidade interna e externa. Nesses momentos críticos e dialéticos, urge nos firmar em antigos princípios e abraçar valores tradicionais como garantia de boa orientação para o nosso cotidiano e fundamento para a nossa tranquilidade interior e estabilidade emocional. Perante essa realidade de metamorfoses permanentes, buscamos nos encontrar, achar respostas para tantas dúvidas e procurar soluções para muitas controvérsias da mente, que afetam o corpo, contagiam a alma e insatisfazem o espírito. Talvez a idéia de Deus nos traga segurança nessa hora. Ou a presença de amigos nos acalmem de uma vez por todas. Ou mesmo circundados por mulheres e pessoas de confiança conseguimos alterar esse quadro negro existencial, e enfim repousar na paz interior e no descanso do espírito. É preciso juizo então, ter equilíbrio na cabeça e bom-senso com as coisas e atividades que nos envolvem. Um pouco de otimismo também pode nos ajudar. Todavia, o mais importante é cultivarmos ora atitudes de bondade, de concórdia e convergência, praticando o bem e convivendo em paz uns com os outros. Que nessas condições a violência não tome conta nunca de nós. Urge paciência e equilíbrio, virtudes básicas para superar o vácuo em nossa vida de todos os dias e todas as noites. Tenhamos fé. Rezemos. E que Deus nos ajude nessa hora.
8
Sozinhos muitas vezes
O Vazio se torna uma realidade constante na nossa vida de cada dia e de toda noite quando raras vezes nos vemos sozinhos diante dos problemas, lidando com os conflitos na família, na rua e no trabalho, assumindo dificuldades em nossos relacionamentos e atitudes perante as pessoas do cotidiano. Então, mergulhamos no nada, o silêncio parece ser a nossa única realidade, tudo se confunde e todos passam a ser uma indefinição na nossa existência diária e noturna, o que faz a realidade indeterminar-se e nós assim perdidos em um universo agora complicado, talvez sem sentido algum, sem o significado de uma vida que deveria ser vivida com otimismo e equilíbrio, profundidade e entusiasmo, abundância e fecundidade. Todavia, eis que estamos sós em frente a um mundo violento, de gente agressiva que só quer o nosso prejuizo financeiro, o nosso mal-estar psicológico e social, a nossa queda dentro e fora da realidade de todos dias e todas as noites. Ora, então, urge acordar e fugir desses instantes de depressão e aflição, superar o desespero e o pânico que muitas vezes toma conta de nós, ultrapassar o medo e a ansiedade de uma vida conflitante e contraditória, ultrapassar os antagonismos, distúrbios e transtornos de uma mente e de uma experiência que não se entendem, se chocam permanentemente, exigindo de nós coragem para mudar, transformar para melhor essa situação diversa e adversa, diferente e contrária, e deste modo mergulharmos em uma outra e nova realidade de boa saúde na consciência, material e espiritual. Que Deus nos ajude nessa hora de contrários.
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